Nico Rosberg

Hamilton injusto com Rosberg!

Quem diria… Ainda no início da temporada fiz um texto indagando acerca do papel que Nico Rosberg exerceria este ano (http://tinyurl.com/jo63u8y). E o piloto alemão nunca esteve tão próximo de se tornar o grande protagonista. Contudo, apesar de faltarem apenas 03 etapas, a caminhada parece não ser tão curta.

A atual temporada tem sido mais um ano de domínio da equipe Mercedes. Todos os méritos para uma escuderia extremamente competente. Ela não tem culpa da falta de competitividade das concorrentes, que não foram capazes de acompanhar o desenvolvimento do time alemão, embora seja o terceiro ano da era dos motores híbridos.

Quanto ao drivers championship, parece ser consenso o fato de Nico Rosberg ter evoluído como piloto. Já são 04 anos dividindo a equipe com Hamilton e nos três primeiros ele nunca foi capaz de bater seu companheiro ao fim da temporada. Nos últimos dois, a derrota interna também significou a perda do título mundial. Se em 2014 a decisão ficou para a última corrida, em 2015 Lewis conquistou o título no Grande Prêmio dos EUA, ou seja, antecipadamente.

É na atual temporada que as coisas parecem ter mudado um pouco de direção. Rosberg nunca se aproximou tanto do primeiro título como este ano. A três corridas do fim do campeonato, ele chega ao GP do México com chances de já sagrar-se campeão. Algo inédito desde então. Não obstante, Hamilton atribui tal fato puramente à sorte. De acordo com o tricampeão, ela mudou de lado. Em matéria do site Skysports, quando questionado se Rosberg havia mudado em relação aos anos anteriores, Lewis foi enfático:

Não, eu tive muitas quebras. É a única diferença. Se nossos carros fossem confiáveis durante o ano inteiro, nós teríamos as mesmas batalhas que tivemos ano passado e no anterior, então não vejo qualquer diferença“.

Bem, permita-me discordar, ao menos em parte. Logicamente, se o carro de Hamilton não tivesse problemas de confiabilidade, talvez ( e somente talvez), o números do campeonato fossem outros. Contudo, os infortúnios do tricampeão não podem ser atribuídos somente à sorte, ou, no caso, à falta dela. É preciso lembrá-lo pelo menos de 06 ocasiões, cujos maus resultados não podem ser ligados diretamente ao carro. Em outras palavras Hamilton teve grande parcela de culpa.

São elas:

Austrália, Bahrein e Itália: Hamilton fez a pole, porém largou mal, consequentemente perdeu posições. Todas vencidas por Rosberg.

Grande Prêmio da Europa: Hamilton comete erro grosseiro, bate durante o Q3 e larga em décimo. Mais uma vitória do alemão.

Cingapura e Japão: Hamilton classificou em terceiro nas duas etapas. Rosberg fez a pole e venceu ambas.

Quando comparados individualmente, a reposta será quase unanimidade: Lewis Hamilton é um melhor piloto do que Nico Rosberg. Eu concordo. É o que ele tem mostrado durante esses anos. Contudo, afirmar que um possível título de seu companheiro será devido única e exclusivamente a fatores mecânicos soa não só injusto como descortês.

Como já afirmado em posts anteriores, Rosberg tem feito um belíssimo trabalho durante esses anos na Mercedes. Apesar das derrotas nas temporadas anteriores, no geral ele tem acompanhado o inglês de muito perto. Desde Senna e Prost, creio que seja a batalha interna mais acirrada dos últimos tempos.

Confesso que estou surpreso com tal declaração. Esse discurso não é só de perdedor, mas de mau perdedor. Teria Hamilton entregado os pontos? Óbvio que não. E até onde consta, apesar da ótima vantagem do alemão, esse campeonato encontra-se inteiramente aberto.

Para azar de Rosberg, apesar das bobagens ditas e alguns comportamentos inadequados, dentro do cockpit Hamilton continua rápido e vai lutar pelo quarto título até quando for possível. Ótimo. Quem ganha somos nós.

É mais um ano de domínio da Mercedes, mas com o passar do tempo, 2016 será lembrada como uma temporada épica.

29/10/16.

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Verstappen, the flying dutch, em dia memorável!

Se a justificativa da chegada de Verstappen à equipe RBR foi controversa, os fins justificaram os meios. O Holandês, de apenas 18 anos conseguiu o maior dos resultados possíveis em sua estreia pela equipe austríaca: vencer o grande prêmio de Barcelona. Com tal feito, Max estabeleceu novo recorde ao tornar-se o piloto mais jovem a vencer uma corrida de F1.

Tal resultado era improvável e o próprio Verstappen pretendia apenas um pódio. Além da Mercedes ocupar a primeira fila, Max ainda tinha Daniel Ricciardo à sua frente. E Na sequência, os pilotos da Ferrari em busca de bons resultados para aliviar a pressão interna imposta por Marchionne. Se na teoria a probabilidade era mínima, na prática todas as combinações aconteceram para que a estrela de Verstappen pudesse brilhar.

Gosto da champagne na F1.

Gosto da champagne na F1.

O incidente entre Hamilton e Rosberg (que será analisado oportunamente) foi só o primeiro dos acontecimentos que possibilitaram a primeira vitória de Verstappen. Depois disso, Ricciardo e Vettel duelaram, em vão, pois no fim a disputa era apenas pelo terceiro lugar, já que as estratégias adotadas mostraram-se equivocadas. Some-se isso a a um circuito de poucos pontos de ultrapassagem.

Ao assumir a ponta, Max administrou bem o consumo de pneus e resistiu aos ataques não tão incisivos de Kimi Raikkonen… No fim do dia, Verstappen foi o grande vencedor. Ocupou o lugar mais alto do pódio. Parabéns!!!

A nós só resta contemplar esse que foi um grande feito. Agora a contagem é para a segunda vitória. Será que ainda vem nesta temporada?!

Improvável… Assim como a de hoje…

15/05/16.

Principal, coadjuvante ou vilão. Qual será o papel de Nico Rosberg em 2016?

Fala, pessoal…

Já faz um tempo, hein? 2015 não foi um ano muito ativo para o blog, mas tentarei fazer um 2016 diferente. Vamos ao que interessa…

Circunstâncias imprevistas – naturais quando se trata de corridas de automóvel, mas que nem sempre acontecem – tornaram o Grande Prêmio da Austrália interessante. A má largada de Hamilton, seguida da ótima de Vettel e a colisão envolvendo Gutierrez e Alonso trataram de trazer emoção ao GP. A vantagem construída por Vettel foi eliminada com a bandeira vermelha e por conta de um erro primário de estratégia da equipe italiana. Isso, somado à incompetência de Vettel que não ultrapassou Hamilton, mesmo estando com pneus melhores no fim da corrida, possibilitou a dobradinha da equipe Mercedes.

Está claro. Mercedes ainda à frente, como supunha-se e a Ferrari ligeiramente mais próxima. Apesar da vantagem alemã ter diminuído, para sagrar-se vencedora ao fim do ano, a Ferrari terá que trazer atualizações eficientes durante o decorrer da temporada. Algo não visto há um bom tempo. Mas isso é assunto para os próximos capítulos…

Em relação ao resultado da corrida, confesso que fiquei surpreso. Não esperava que Rosberg fosse ser o vencedor. Particularmente, imaginei um passeio do inglês. Pensei comigo: será outra temporada igual às duas anteriores. Bem, essa ainda é uma possibilidade e talvez a mais provável. Porém, se a Ferrari continuar com desempenho semelhante ou consiga melhorar, poderemos ter uma temporada bem interessante e Nico pode ter papel importantíssimo, quiçá surpreendente.

Nas duas últimas temporadas ele foi o coadjuvante. Fez um ótimo campeonato em 2014 e o título só foi decidido em Abu Dhabi, naquela corrida de final dramático. No ano seguinte, ele foi incapaz de acompanhar Hamilton, apesar de ter terminado muito bem. Entretanto, a equipe teve grande influência nesse ponto. A partir do momento em que o inglês assegurou seu terceiro título, ficou claro que o foco da Mercedes havia mudado. Lewis foi praticamente impedido de disputar a vitória nas demais corridas. A prioridade dada a Rosberg era velada, mas perceptível por conta da escolha de estratégias diferentes para seus pilotos. Todavia, naquele momento, uma conduta mais do que compreensível da equipe alemã. Ademais, a postura “baladeira” do inglês não estava agradando, pode ter sido um aviso a ele, mas num momento bem conveniente. Enfim…

Disputa ao longo da temporada?

Disputa ao longo da temporada?

o papel de vilão, mais improvável, se daria caso a disputa ficasse entre Hamilton/Vettel e Rosberg assumisse a postura de não ajudar seu companheiro. Esta possibilidade, na qual deixo claro não crer, não seria tão nova para o alemão da Mercedes. Naquela ocasião a disputa era direta, mas Nico recebeu tal rótulo após o incidente de SPA em 2014. Inúmeras foram as vezes que recebeu vaias durante as solenidades de pódio nas corridas que se seguiram. Contudo, é muito improvável que deixe de ajudar Hamilton, caso não esteja na luta pelo campeonato.

Por fim, o mais desejado: o papel principal. Para assumi-lo, Rosberg terá de se reinventar, fazer algo que não fez nas últimas duas temporadas. Primeiramente terá de vencer a disputa interna. Ele já venceu algumas batalhas, mas nunca o suficiente para ganhar a guerra. A conquista da primeira etapa do ano foi apenas o primeiro, mas quem sabe um grande passo.

Ainda na primeira metade de 2014, Hamilton afirmou que tinha mais fome de título. É hora de mostrar que o inglês está equivocado. Desculpar-se por ter jogado duro na largada, ainda que não tenha sido a intenção, não é compatível com a postura de quem quer ser campeão. Quantas vezes Hamilton desculpou-se em 2015? Não me recordo… Infelizmente o campeão precisa ser mau em algumas/várias ocasiões.

Se o diabo mora nos detalhes, na Fórmula 1 esse ditado, inclusive de origem alemã, ganha ainda mais força. Num esporte de tão alta performance, tudo é levado em consideração. Chances não poderão ser desperdiçadas. Um, dois décimos de segundo é o suficiente para separar o campeão do restante. A diferença de performance entre os pilotos da Mercedes não é tão grande. Hamilton pode ser um piloto melhor, mas não é imbatível.

Em Melbourne, o nº 2 da Mercedes foi o que mais beneficiou-se das circunstâncias. Hamilton largou mal, Kimi abandonou, a Ferrari errou a estratégia e pela disputa da segunda colocação Vettel não conseguiu ultrapassar Lewis, apesar de estar em melhores condições naquele momento. Com a Ferrari próxima, o alemão que guia pela escuderia italiana deve embaralhar a disputa. Além de desejar bastante, Rosberg terá de tirar proveito dessa circunstância.

E se a disputa for realmente apertada, logo Toto Wolff mudará esse discurso de liberdade dos pilotos. Alguém será priorizado. Hamilton é o nº 1 por inúmeras razões (talento, investidores etc), mas não podemos dizer que ele não merece.

Não há segredo, Rosberg terá de fazer por merecer…

22/03/2016.

Hamilton precisa se preocupar?!

Que reviravolta! O Grande Prêmio de Mônaco já estava se encaminhando para um dos mais chatos dos últimos tempos. Apesar de ser um circuito que proporciona pouquíssimas ultrapassagens, há sempre alguém que busque a ousadia para tentar mostrar seu talento e geralmente passa da dose. É aí que o jovem Max Verstappen entra…

Tido por muitos como um fenômeno do automobilismo, o que acho exagerado para o momento, o ainda promissor holandês resolveu passar dos limites e acertar Romain Grosjean numa manobra imprudente e que gerou uma punição de perda de cinco posições para a próxima corrida. Resultado? Trouxe o já aguardado safety car e com ele emoção para o GP de Mônaco.

Deveria ter sido um fim de semana de pura alegria para Hamilton, perfeito, eu diria. Dias atrás, houve o anúncio da renovação de seu contrato com a atual melhor equipe. No sábado, sem nenhuma “artimanha” de seu companheiro como em 2014, a pole veio naturalmente. Largando na ponta em Mônaco com o melhor carro, a vitória estava praticamente assegurada. Estava… Um erro na estratégia custou o êxito do inglês no principado. Essa foi a segunda derrota que Lewis teve na temporada por conta de um equívoco da equipe.

Verstappen acerta Grosjean e causa SC.

Verstappen acerta Grosjean e causa SC.

Sobre o erro de estratégia, logo após a corrida, o jornalista Tobias Gruener (@tgruener, no twitter) informou que Lauda havia deixado escapar que o bicampeão estava reclamando dos pneus e questionou a equipe se não deveria parar. Ele liderava a corrida com larga vantagem, mas não o suficiente para trocar pneus e voltar à frente de seus rivais. Piloto e engenheiros conversaram e resolveram realizar a parada. A equipe calculou errado. Lewis voltou e terminou a corrida em terceiro. Segunda vitória consecutiva de Nico Rosberg nesta temporada e a terceira seguida em Mônaco, colocando seu nome de vez na história do principado.

Hamilton disse que a culpa era dividida, mas não dá para negar que a parcela de erro maior foi de seus engenheiros. Talvez pela monotonia da corrida, o inglês reclamou durante a corrida toda, apesar de aparentemente não haver motivo para tanto. No momento crítico da corrida fez mais reclamações e seu engenheiro deve ter dito: ok, get into the pit, motherfucker!

Brincadeiras à parte, seu staff deixou a desejar. Por mais que Lewis tenha sido insuportável, não havia razão para somente ele realizar troca de pneus, mormente quando ninguém mais entraria no box e diante de uma margem tão apertada de tempo. Lewis era o primeiro colocado guiando o melhor carro num circuito de dificílima ultrapassagem. Não havia razão para somente ele trocar pneus. Toto Wolff atribuiu o equívoco à mudança do safety car virtual para o real. No fim das contas, o erro da equipe foi grotesco!

Ademais disso, duas coisas chamaram atenção. A primeira foi o fato de Niki Lauda não mais esconder sua decepção quando Hamilton tem um resultado ruim. Apesar de ocupar o cargo de diretor não executivo na equipe Mercedes, para ele apenas as vitórias de Lewis interessam. A outra foi a postura de Hamilton durante o pódio. Sua frustração era aceitável, a falta de desportividade não. Ele, talvez de forma inédita, – não me recordo de outra situação igual – recusou-se a estourar o champagne, deu meia volta e foi embora. Até brinquei nas redes sociais, questionando o que diriam se fosse Fernando Alonso o protagonista de uma cena daquelas. Mas tudo bem. Vida que segue, o resto da corrida vocês sabem…

Terceira vitória consecutiva em Mônaco.

Terceira vitória consecutiva em Mônaco.

Mas até onde Hamilton tem com o que se preocupar?

Agora Lewis tem contrato com a Mercedes até o fim de 2018. Embora a categoria passe por mudanças no regulamento para a temporada de 2017, não há razão para acreditar que a equipe alemã deixará de ser competitiva até o fim de seu vínculo… A Ferrari cresceu, mas não o suficiente. Red Bull e Williams andaram para trás. Sobre a McLaren não é preciso tecer comentários. Todas essas e demais rivais terão de vir com soluções mágicas para voltar a brigar pelo título, enquanto a Mercedes aguarda de camarote, mas sem ficar inerte.

De fato, se há algum piloto que pode ameaçar Hamilton, digo e repito, esse alguém é Nico Rosberg. Vejo muitas críticas ao alemão, mas o trabalho que ele faz é magnífico. Acompanhar de perto um companheiro do quilate de Lewis merece reconhecimento e respeito. Apesar de o inglês ser melhor, tudo indica que ele não terá tanta facilidade em sua busca pelo terceiro título como era pensado. Novamente, teremos a batalha entre o talentoso e o “trabalhador”. Exemplos no esporte não faltam em que a dedicação e trabalho duro venceram o dom natural mal aproveitado.

Por mais que Rosberg não facilite a vida de Lewis, é difícil de acreditar que o inglês não se sagre tricampeão no fim do ano. Inclusive, arrisco a dizer, pelos motivos supramencionados, que ele já desponta como o grande favorito para 2016. Óbvio tudo isso requer certa parcimônia. Já falei em outros posts que Hamilton mostrou grande evolução, principalmente no quesito maturidade. Em 2014 ele passou por situações de grandes adversidades, mas no final reverteu. Caso não venha a fraquejar, a aposta fica fácil. Ele não pode se dar ao luxo de titubear, pois outro receberá as láureas e será tão merecedor quanto.

Se uma vitória improvável cai bem, imaginem um título…

25/05/15.

“Tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

A ordem de forças na Fórmula 1 permanece inalterada e digo isso até com um certo pesar. Não que eu torça pela derrota da Mercedes, mas, como qualquer outro fã da categoria, o que eu desejo é disputa acirrada, repetições do GP do Bahrein, simples assim. Quão bom seria se a maioria das corridas permitisse as batalhas que vêm acontecendo ano após ano no circuito de Sahkir.

Bem verdade que já vimos algumas esse ano com Vettel vencendo na Malásia e com o segundo lugar ameaçador de Raikkonen na última corrida. Todavia, a sensação é de que não passará disso: você pode vencer uma batalha, mas a guerra já está decidida. E isso soa meio que triste para o esporte.

Não obstante todo o cenário que este início tem apresentado, eu – talvez utopicamente – simplesmente quero acreditar que o campeonato continua aberto. Estamos na primeira corrida da Europa e, até então, a Ferrari apresentou-se em condições de disputar o título. Em tese, tudo vai depender da capacidade de desenvolvimento do carro.

Indubitavelmente, a Mercedes não pode ser culpada pela incompetência de suas rivais. Red Bull e Renault ainda não se entenderam, a McLaren-Honda tem muito o que provar, a Williams não conseguiu manter a boa forma do ano passado e ainda que construísse um grande carro, trata-se de uma equipe que recebe motores e sabemos bem as implicações disso, enfim…

Rivais encontrarão uma solução?

Rivais encontrarão uma solução?

A equipe alemã também não pode ser culpada por ter contratado um piloto que parece ter chegado ao seu auge. Depois do bicampeonato, Lewis Hamilton parece consciente da sua atual superioridade e desfila diante de seus rivais como quem diz “eu sou invencível”, tamanha é a sua confiança. Ele evoluiu, está mais forte não só na parte física como mentalmente.

A postura do britânico é de que sabe que este é o seu melhor momento, I’m the man, just deal with it. É bom ressaltar que, apesar de sua grande fase, é natural que eventualmente Hamilton não consiga os melhores resultados, como aconteceu nesta classificação na Espanha. Ele não pode vencer todas, mas sempre será o grande favorito.

Por sua vez, embora a Ferrari já tenha se consolidado como a maior concorrente da Mercedes, a vantagem da equipe alemã ainda é grande e é muito improvável que ela se esvaia. Apesar de não ser a mesma de 2014, parece ser suficiente para assegurar os títulos deste ano. Desafio árduo que se apresenta para as demais escuderias. A equipe italiana, por exemplo, precisará fazer algo que não tem feito há alguns anos: trazer atualizações que deem resultado na pista.

A confiança em pessoa!

A confiança em pessoa!

Não adianta criar ilusões, se as coisas continuarem como estão, o único que poderá realmente desafiar Lewis é seu companheiro de equipe. Ele terá que trabalhar muito para isso e já deu o primeiro passo de uma possível reação que, frise-se, também parece improvável. Ele acabou de conseguir a primeira pole-position da temporada hoje, mas já dava mostras de uma recuperação no Bahrein. O problema de freios no fim daquela corrida teve um quê de injustiça, pois vimos um Rosberg extremamente agressivo e acabou proporcionando muita emoção aos telespectadores…

O Grande Prêmio da Espanha marca a quinta etapa do campeonato e pode ser considerado simbolicamente um novo início da temporada. Não tenho o poder, muito menos presunção de prever ou tentar adivinhar o que vai acontecer amanhã na corrida. Mas é difícil imaginar algo diferente da Mercedes na ponta sem um erro de estratégia ou problemas de confiabilidade.

Caso seja uma corrida semelhante ao último GP, dar-me-ei por satisfeito.

09/05/15.

Prévia – GP do Bahrein: Corrida aberta, qual o seu palpite?

Ontem não foi possível fazer um post sobre a classificação, então faço esse de último momento, a poucas horas do início da corrida. Estamos na quarta etapa do campeonato e a hegemonia da Mercedes está em perigo. Embora a Ferrari ainda não esteja no mesmo patamar da equipe alemã, já demonstrou que tem potencial para alcançá-la e vencer corridas é um objetivo palpável.

Na primeira colocação, nenhuma novidade, Hamilton cravou a quarta pole seguida. Eu não me surpreenderia se o inglês quebrasse o recorde de pole positions consecutivas, que ainda pertence a Ayrton Senna com oito. A título de curiosidade, essa foi a primeira de Lewis neste circuito… Entretanto, novamente, todas as atenções se voltam para um certo tetracampeão. Pela segunda vez no ano, Sebastian Vettel conseguiu ficar entre os pilotos da Mercedes.

Ameaça real?

Ameaça real?

A primeira ocasião foi em Sepang, naquela classificação a diferença para Hamilton foi de apenas 74 milésimos, mas na corrida Vettel levou a melhor. Já nesta, a diferença ficou por volta de quatro décimos. Por sua vez, Nico Rosberg conseguiu apenas a terceira colocação, ficando a mais de meio segundo da pole e afirmou que além de ter usado a estratégia equivocada, subestimou seu compatriota. Segundo ele, tentou preservar um pouco os pneus para a corrida, mas a sua vantagem é mínima:

A desvantagem é grande em ser terceiro. Eu tenho melhores pneus, mas é pouco, a diferença não é grande, portanto a terceira colocação não é boa. Eu subestimei a velocidade de Sebastian e também o quanto me custaria aliviar nos pneus durante o Q2, com os quais eu iniciarei a corrida. Eu não tive ritmo e foi onde errei hoje. Sair em segundo seria diminuir o prejuízo, mas em terceiro realmente não é o ideal.”

A Mercedes está atenta à Ferrari. Realizou mudança no set-up de seus carros na sexta-feira, mas a nova configuração não foi totalmente testada. Apesar da imprevisibilidade, Toto Wolff acredita que estão na direção certa, o que consequentemente trará êxito ao final:

Nós corrigimos algumas coisas, olhando para déficit que tivemos na sexta. Mas não tivemos tempo suficiente para testá-las apropriadamente, pois as mesmas condições noturnas não se repetiram. Acredito que fizemos os ajustes certos para colocar o pneu na ‘janela’ correta, mas a verdadeira prova teremos domingo à noite. É arriscado, mas o que fizemos não foi adivinhação. Ter os pneus e set-up nas melhores condições possíveis foi baseado em engenharia, a partir de uma abordagem científica, mas, novamente, domingo à noite veremos

Na Malásia, diante de circunstâncias imprevisíveis, pudemos creditar todo o mérito a Vettel de se classificar em segundo, porém a situação no Bahrein é um pouco diferente. Não que ele não mereça o crédito, provavelmente deve ter feito o seu melhor. Todavia, a diferença de tempo entre Hamilton e Rosberg – 0,5s o que é abissal na F1 – sugere que o alemão da Mercedes tinha plenas condições de ocupar a segunda posição. Óbvio que o tetracampeão não tem nada a ver com o ritmo de treino escolhido por seu compatriota, mas ainda que Vettel largasse em terceiro, suas esperanças de vitória estão depositadas num melhor ritmo de corrida.

Relembre os melhores momentos do Grande Prêmio do Bahrein de 2014. Que corrida!

Confesso que fiquei surpreso com a declaração de Rosberg. Apesar de partir da terceira posição, Nico estará do lado limpo, o que lhe dá certa vantagem, basta que largue bem. Seria algo absolutamente normal se ele assumisse a segunda posição logo na primeira curva. Digo mais, se Vettel conseguir uma boa largada, Hamilton terá que se defender e uma brecha se abriria para que Rosberg assumisse a ponta. Porém, não me lembro de uma largada forte do atual terceiro colocado no mundial de pilotos. Enfim…

Em poucos instantes confirmaremos se o ritmo de corrida da Ferrari é ameaçador. Em caso positivo, a Mercedes terá motivos mais do que suficientes para se preocupar. O circuito de Sahkir é muito exigente e serve de parâmetro para toda a temporada. Os carros que mostram bom desempenho no Bahrein tendem a ir bem nas demais etapas. Tudo ficaria aberto e, como mencionado em post anterior, dependeria da capacidade de desenvolvimento de cada equipe, com a escuderia de Maranello tornando-se uma real ameaça ao título.

Espero que o Grande Prêmio do Bahrein seja, no mínimo, parecido com a corrida do ano passado. Ingredientes não faltam. Embora não haja previsão de chuva, as estratégias adotadas desempenharão um grande papel na definição do vencedor.

Falta pouco! Qual o seu palpite?

19/04/15.

Críticas a Rosberg são injustas!

Durante o grande prêmio da China, que não foi dos mais emocionantes, houve um diálogo interessante entre Nico Rosberg, atualmente terceiro colocado no mundial, e seu engenheiro. O alemão solicitou que Hamilton aumentasse seu ritmo, pois estava preocupado com Vettel.

Já na coletiva, houve um momento de tensão. Rosberg não gostou do que ouviu de Lewis Hamilton, atual líder e provável campeão desta temporada, tamanho é o seu favoritismo novamente.

Não demorou muito e começou a circular nas redes sociais não só piadas chamando Rosberg de chorão, como várias notícias neste sentido, dizendo que Nico estava fazendo papel de coitado, inclusive algumas matérias afirmando que ele havia perdido o pouco respeito que possuía. Outros diziam que ele deveria ter ultrapassado na pista, pois estava mais rápido… Veja abaixo um trecho da entrevista:

Para começo de conversa, em nenhum momento Rosberg solicitou que Hamilton lhe desse passagem. Longe disso. Durante a conversa, ele se mostrou preocupado apenas com sua segunda colocação. Logo, atacar seu companheiro, naquele momento, não era sua prioridade, por razões óbvias e que depois ele mesmo veio a público falar.

O alemão tinha consciência de que a luta pela vitória estava praticamente perdida. Disputando com seu companheiro dispondo de equipamentos iguais e rendimentos muito próximos, sabendo que a Mercedes ainda enfrenta problemas com o desgaste de pneus e que ao aproximar-se de Lewis eles se desintegrariam mais rapidamente, qual seria o sentido em atacá-lo??! Isso apenas o deixaria vulnerável para uma possível investida de Vettel.

Neste ponto, Rosberg agiu com muita inteligência e ele – melhor do que ninguém, por mais presunçosos que alguns sejam – sabe o quão dura é a tarefa de tentar derrotar Hamilton. Nico tem total consciência da superioridade do inglês e trabalha arduamente para diminuir esta desvantagem. A temporada de 2014 que o diga… Estamos apenas na terceira etapa do campeonato. Assegurar o maior número de pontos possíveis é o seu papel, quando a vitória não está ao alcance.

Por outro lado, diferentemente de Rosberg, Hamilton tem muito mais carisma, consequentemente o número de fãs é bem maior. Então quando essa parte das brincadeiras fica a cargo do torcedor, considero absolutamente normal. Mas quando jornalistas apontam o dedo e resumem o alemão a figura de chorão, derrotado ou outro adjetivo do gênero, sem se dar ao trabalho de refletir sobre tais circunstâncias, percebo o quanto estamos em “maus lençóis”.

Indo um pouco mais além, acredito que Hamilton não mediu suas palavras e pode pagar um preço alto por isso. O inglês disse publicamente que não era seu papel “cuidar da corrida de Nico”, mas apenas administrar a dele. Em sua resposta, Rosberg virou-se para o inglês e disse que era muito interessante ouvir aquilo dele. Pareceu ameaça e talvez tenha sido.

(Abaixo um vídeo do GP de Abu Dhabi 2014)

Imaginemos um cenário no qual a Ferrari apresente uma evolução a ponto de ameaçar o título da Mercedes. Com Vettel (quiçá Raikkonen) tornando-se um postulante a vitórias, certamente Lewis terá de rever seu conceito e não tenho dúvidas de que passará a olhar por outro ângulo a corrida de seu companheiro. O maior interesse da equipe deve voltar a fazer parte de sua filosofia, o que seria muito conveniente…

Quem o critica certamente tem memória curta e não lembra a forma honrosa como Rosberg terminou o campeonato do ano passado. Apesar da certeza da derrota e dos supostos problemas que o carro apresentou, preferiu ir até o fim, algo que considerei extremamente honroso.

O inglês é talentoso demais! Ser seu companheiro, por si só, já é uma tarefa ingrata. Perder para ele não é vergonha alguma. Ainda assim, Nico não se dá por vencido. A diferença de tempo da pole position foi mínima em Xangai, salvo engano ficou na casa dos quatro centésimos. Ele tem tentado. O que lhe resta fazer é não se dar por vencido. Como mencionado acima, estamos apenas no início do campeonato…

Todos sabem que o grande favorito ao título é novamente Hamilton. E você acha que logo Rosberg não sabe disso?!

13/04/15.

Final feliz para a Mercedes é com Hamilton campeão.

A temporada de 2014 está chegando ao fim. Um ano marcado pelo domínio da equipe Mercedes e pela disputa entre seus dois pilotos. A escuderia alemã confirmou os rumores que tomavam o paddock desde o ano passado e desenvolveu uma unidade motriz infinitamente superior à da concorrência. Devido a isso, o campeonato de construtores foi definido com certa antecedência.

Amanhã, apenas um terá motivo para festejar.

Não há dúvida! A preferência da Mercedes é por Lewis Hamilton! A equipe não esconde este desejo, mostrando-se preocupada com o sistema de pontos dobrados introduzido este ano e que pode dar a Rosberg a chance de reverter a diferença de 17 pontos. Eis as declarações dadas por Toto Wolff:

Esperançosamente, os pontos dobrados não farão diferença. Seria colocada uma grande sombra sobre o campeonato, se ele se transformasse em uma questão técnica. Quem quer que tenha mais pontos no fim da temporada é o digno campeão. Entretanto, se realmente chegar a esse ponto, alguns de nós terão uma sensação diferente sobre isso, assim são as coisas.”

Desejo da equipe.

Desejo da equipe.

O inglês, que faz a melhor temporada de sua carreira, conquistou dez vitórias contra cinco de Rosberg, mostrou-se mais maduro e, embora tenha cometido alguns erros, conseguiu superar situações de grande desvantagem pelo menos duas vezes. Mas estes não são os motivos que fazem de Lewis o preferido.

As verdadeiras razões se resumem à questão financeira e já foram discutidas anteriormente em outros posts, notadamente nestes: http://wp.me/p4f3dZ-2y e http://wp.me/p4f3dZ-a5). Fosse a situação inversa e Hamilton estivesse na segunda colocação, Toto Wolff certamente estaria parabenizando o idealizador da pontuação dobrada, mas como ele disse, assim são as coisas.

Apesar disso, a Mercedes não dá mostras de que irá interferir diretamente na disputa. Prova disso é que Nico Rosberg cravou a pole position no circuito de Yas Marina, enquanto Hamilton sairá da segunda posição, o suficiente para assegurar o seu segundo título.

E isso só não acontecerá caso haja alguma falha técnica ou acidente que o tire definitivamente do GP de Abu Dhabi. Ainda que eventualmente Hamilton perca algumas posições na largada, a vantagem do carro da escuderia alemã é grande o suficiente para que ele se recupere no decorrer da corrida.

Difícil, mas não impossível.

Difícil, mas não impossível.

Quem será o campeão?

Não adianta tentar adivinhar. O inglês tem vantagem considerável, fez uma grande temporada e, no geral, foi melhor do que seu companheiro. Mas corridas são imprevisíveis e por isso o clima de tensão e ansiedade estão presentes de forma acentuada nessa decisão.

Se Hamilton ganhou dez vezes, Rosberg fez mais poles, e trabalhou duro para chegar à última etapa com chances reais de título. Se Lewis é naturalmente mais talentoso, Nico tem a disciplina como aliada. Argumentos não faltam para ambos…

Portanto, desde já, parabéns ao vencedor! Seja quem for o campeão, o título estará bem representado.

22/11/14.

A temporada de 2015 precisará de mais velocidade.

A temporada de 2014 está perto do fim, faltam apenas três etapas: EUA, Brasil e Abu Dhabi. A Mercedes já garantiu o campeonato de construtores e em breve terá um de seus pilotos campeão, sendo que Hamilton desponta como grande favorito após abrir uma vantagem de 17 pontos para Rosberg. O inglês está com 291 contra 274 de seu companheiro.

Como já mencionado em outros posts, apesar do domínio da Mercedes, a disputa acirrada entre a dupla da equipe alemã não deixou que o tédio tomasse conta das corridas, notadamente quando se compara com os quatro anos de domínio da RBR e que foi visto de forma mais acentuada nos anos de 2011 e 2013.

Outra agradável surpresa foram as atuações de Valtteri Bottas, que ocupa a quarta colocação, tendo conquistado cinco pódios, e, principalmente, Daniel Ricciardo que conseguiu três vitórias em seu primeiro ano na Red Bull e será o líder do time austríaco em 2015, já que Vettel está de saída para a Ferrari.

Apesar da síntese descrita acima, as últimas corridas deixaram a desejar. Desde o Grande Prêmio da Itália, houve uma queda no quesito emoção. Se antes a falta de confiabilidade dos carros causava algum suspense, atualmente, uma vez decidida a ordem natural do grid, não se vê alteração nas posições, tornando os grandes prêmios em verdadeiras “procissões”.

Bottas e Ricciardo surpreenderam este ano.

Bottas e Ricciardo surpreenderam este ano.

O fator que mais tem chamado atenção e talvez seja o que mais contribui para isso é a falta de velocidade dos carros. É o que se constata ao fazer a comparação entre os tempos de pole position e volta mais rápida durante a corrida desta e da temporada passada (http://tinyurl.com/ooutwa5).

A comparação pode ser feita em relação às corridas disputadas em condições de pista seca que o resultado será o mesmo: todos os grandes prêmios deste ano foram mais lentos. Coincidentemente, a etapa mais emocionante deste ano (GP do Bahrein) foi a que mais se aproximou dos tempos obtidos em 2013 e serviu para calar aqueles que já estavam criticando com razão, apesar do modo inadequado ou mesmo inoportuno, a falta de velocidade e a preocupação com o consumo de combustível. Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, por estes motivos, chegou a comparar os pilotos da F1 a motoristas de táxi.

A última etapa marcou a estreia da Rússia no calendário da Fórmula 1 e a opinião geral é a de que foi uma corrida entediante. Como foi a primeira vez que a Rússia sediou um grande prêmio, não há parâmetros para comparação. Segundo Hermann Tilke, responsável pelo desenho da pista, o traçado não foi o culpado pela falta de emoção, atribuindo certa responsabilidade a Pirelli:

As primeiras voltas foram ótimas para ultrapassagem, mas depois a batalha estava definida. Nico foi capaz de fazer um grande trabalho ao vir de trás para o segundo lugar e houve algumas outras ultrapassagens no meio do pelotão. Mas é claro que se o piloto mais rápido está na frente do mais lento, pouco acontece. Eu acho que a Pirelli foi um pouco conservadora, pois eles estavam com medo do que aconteceria na nova pista…”

Particularmente, não acredito que o problema esteja necessariamente no traçado. Creio que se os carros forem mais velozes em 2015, o GP de Sochi tem tudo para ser o oposto do que vimos. Se as críticas no inicio do ano não foram bem aceitas e ficaram em segundo plano por conta do GP do Bahrein, está mais do que na hora de se fazer um balanço e pensar nas possibilidades de evolução já para o ano que vem.

Tédio no GP da Rússia.

Tédio no GP da Rússia.

Os responsáveis pela categoria precisam rever o formato da Fórmula 1, pois embora seu público seja fiel, ele é muito exigente. A audiência diminui a cada ano e isso não é “privilégio” do Brasil. Apontar quais medidas deverão ser tomadas não é papel dos espectadores, até mesmo porque a entidade não é aberta a diálogo e mantém uma relação de distância com a torcida, o que é um erro grave.

Nenhum esporte pode retroceder. Os interesses dos patrocinadores devem estar em sintonia com os dos torcedores. Resolvam os problemas internos e tragam para o público uma F1 interessante, que proporcione disputa entre o máximo de equipes possível e que seja VELOZ ao extremo!

A maior categoria do automobilismo não pode perder sua principal característica for falta de capacidade de gerenciamento.

29/10/2014.

Hamilton merece a liderança, mas não seria diferente com Rosberg.

Após o último GP, disputado em Cingapura, Lewis Hamilton reassumiu a liderança do campeonato. O inglês, considerado o mais talentoso da dupla, abriu uma vantagem de 03 pontos em relação a Rosberg, seu companheiro de equipe. A corrida mais uma vez não foi marcada pela emoção. Simplesmente os carros estão lentos e isso tem tirado um pouco a graça do espetáculo. A entrada do Safety Car gerou certa euforia, mas, no fim, Hamilton fez prevalecer uma vantagem de 2s por volta dos carros da Mercedes, em ritmo de corrida (a classificação foi a mais apertada do ano), para conseguir a vitória.

Os dois pilotos da escuderia vêm fazendo um brilhante trabalho. O campeonato de construtores está praticamente garantido, assim como o de pilotos. Todavia, enquanto no primeiro toda a equipe será premiada, neste último apenas um piloto terá motivos para sorrir. Apesar da retomada da liderança, a disputa promete permanecer acirrada até a etapa final.

Por conta de alguns episódios, mas principalmente por conta da colisão no GP de Spa, Hamilton ganhou preferência da torcida. Como consequência, Rosberg tem sido tratado como vilão, a ponto de receber vaias na Bélgica e em Monza, durante a celebração do pódio.

Deixará a liderança escapar?

Deixará a liderança escapar?

Mas até onde as vaias são justas?

O alemão, de 29 anos, está mostrando que a contratação de Lewis Hamilton – muito cara, diga-se de passagem – não seria necessária para que o campeonato de pilotos fosse assegurado. Até o momento, foram disputadas 14 etapas e Nico Rosberg liderou praticamente toda a competição.

Óbvio que não podemos esquecer os problemas enfrentados por Hamilton e isso já foi discutido anteriormente, mas se um piloto menos experiente, ou mesmo menos capaz do que o inglês, fosse contratado, Rosberg sagrar-se-ia campeão com certa facilidade, sem contar que seria uma grande economia para os cofres da escuderia.

Vale lembrar que das sete vitórias conquistadas por Lewis, o alemão chegou na segunda colocação em cinco delas. Nas outras duas abandonou por falhas mecânicas, sendo que em Silverstone, liderava a corrida até ser forçado a parar por problemas no câmbio.

Rosberg celebra vitória em casa.

Rosberg celebra vitória em casa.

Incidentes de corrida e falhas mecânicas acontecem, fazem parte de toda temporada. Na atual, ambos sofreram com problemas de confiabilidade, estão inclusive empatados nesse quesito. Ficar ponderando sobre o “se” alimenta a discussão, mas não altera a realidade dos fatos.

A verdade é que Rosberg vem fazendo um excelente campeonato. Disputar de igual para igual com Hamilton era algo em que poucos apostariam no início da temporada. Se Hamilton tem mais talento, o alemão é astucioso e trabalha arduamente para ser campeão. Ele sabe que não é tão rápido quanto Lewis, mas sua determinação é admirável.

Em um ano em que a Mercedes dominou completamente, o possível segundo título de Hamilton será muito valorizado, pois apesar da vantagem da equipe, a disputa interna é acirradíssima. A “culpa” é de Rosberg! Caso o campeonato vá mais uma vez para um piloto alemão, também estará em boas mãos.

01/10/14.