Jules Bianchi

Descanse em paz, Jules Bianchi!

Ontem, ao chegar em casa, fui surpreendido com a péssima notícia de que o jovem Bianchi não havia resistido, apesar da luta por sua vida durante nove meses. Ele não teve tempo de mostrar todo o seu talento na categoria principal do automobilismo, mas seu carisma já havia conquistado muitos fãs.

Sua passagem entre nós foi curta, é verdade, mas o suficiente para causar comoção àqueles que acompanham a F1. Embora francês, por ser piloto da academia Ferrari, Bianchi era tido como certo na escuderia italiana… Enfim, fomos privados de vê-lo alcançar seu ápice.

Não vou me alongar ou fazer suposições acerca de sua carreira. A culpa de quem? Pouco importa… Hoje isso tudo não passa de tolice… Lamentavelmente, ele partiu. Desejo força a seus pais e familiares. Acredito que seja uma dor sem tamanho.

Deixo abaixo um vídeo do canal VideoFormula1 feito após o acidente, uma singela homenagem…

Descanse em paz, Jules Bianchi!

18/07/15.

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Caso Alonso: Não há interesse em divulgar a verdade.

Embora os testes de pré-temporada tenham acabado e inclusive um breve resumo acerca desse tema tenha sido publicado neste blog, um assunto tem causado bastante intriga: o acidente de Fernando Alonso! Tratado pela McLaren como algo banal, mas que foi capaz de tirar o espanhol da primeira etapa do campeonato.

Vamos ao assunto!

A falta de transparência na F1 não é novidade. Pelo contrário, talvez possamos classificá-la como regra. Não sou grande fã de teorias da conspiração, mas a forma como a FIA trata as polêmicas que acontecem na categoria acaba alimentando-as. É por esta razão que inúmeras teorias “infundadas” sempre são debatidas.

Vou dar um exemplo “caseiro”: não há quem tire da cabeça de meu querido pai que, em 2007, Lewis Hamilton não cometeu erro em Interlagos. Segundo ele, aquela saída da pista teria sido ordem da FIA, já que a McLaren tinha sido excluída do campeonato de construtores, como consequência do spygate. Garanto que há muitos fãs do inglês quem pensam da mesma forma.

Não é preciso voltar muito no tempo para que lembremos de outro caso: o acidente de Jules Bianchi. Disseram primeiro que as lesões foram causadas pela desaceleração, sem levar em conta que choque contra aquela grua tornou o impacto muito pior. Após, concluíram afirmando que a culpa teria sido do próprio piloto, pois andou mais rápido do que deveria naquelas condições… Enfim…

O mais recente exemplo de como as coisas na Fórmula 1 são nebulosas foi o acidente de Fernando Alonso. Nestes episódios, como geralmente acontece, além da FIA, a equipe envolvida costuma esquivar-se. Não foi diferente com a McLaren. Segundo os boletins médicos, Alonso foi diagnosticado com uma concussão, mas incrivelmente até isso Ron Dennis negou.

Não é a primeira vez que o bicampeão sofre um acidente grave. No GP do Brasil, em 2003, o espanhol chocou-se de forma violenta contra o muro e teve muita sorte de não ter sofrido maiores consequências. Apesar de não haver vídeo disponível do que aconteceu em Barcelona, presume-se, a partir dos danos no carro, que o do Brasil foi muito mais impactante:

Mal súbito, ventos fortes, descarga elétrica etc… Essas foram algumas das teorias levantadas no paddock, tudo isso por conta da falta de clareza e, por que não dizer, da falta de respeito aos fãs. Ninguém entende o que se passa, nem por qual motivo um assunto aparentemente simples não é tratado de forma aberta com o público.

Para completar o cenário, até a testemunha ocular, Sebastian Vettel, disse que Alonso estava relativamente lento e o acidente tinha sido estranho. Depois que Alonso teve que permanecer por três dias em um hospital, o alemão “esclareceu” sua fala e afirmou que estava muito distante para julgar o que tinha acontecido.

Apesar de não esclarecer totalmente o que deu causa ao acidente, foi disponibilizada uma simulação bem interessante de como ele pode ter acontecido. Caso ainda não tenha visto, segue o link abaixo:

Não há dúvida! Há um esforço muito grande para esconder a verdade dos fatos. Inclusive boa parte da imprensa mundial, principalmente a inglesa, que num primeiro momento pareceu intrigada com o acidente, rapidamente se deu por satisfeita com os boletins médicos…

Mas afinal, o que houve? Não tenho a mínima ideia! Especular não é o meu forte. Ainda aguardo uma nova versão oficial e convincente. Enquanto isso, só me resta desejar uma rápida recuperação ao espanhol.

Indubitavelmente, o início do campeonato não terá o mesmo brilho, goste você de Alonso ou não.

03/03/15.

FIA: A grande responsável pelo acidente de Bianchi.

Mais uma vez a disputa pela vitória não foi protagonista em um fim de semana de Fórmula 1. Inicialmente houve grande preocupação se a corrida iria ou não acontecer por conta das condições climáticas, depois a notícia de que Vettel iria pra Ferrari ano que vem, por fim o acidente gravíssimo que aconteceu com o piloto da Marussia, Jules Bianchi.

Desde que previram a chegada de um tufão, houve muita discussão sobre a realização da corrida ou da possibilidade de antecipação de seu horário. Até aí tudo bem. Todos estavam torcendo pelo seu acontecimento. Quem acompanha a F1 vive uma eterna ansiedade, mal acaba um grande prêmio, já começa a contagem regressiva para o próximo.

O torcedor, em regra, não se preocupa com a segurança dos pilotos. Normal, não é seu papel, a maioria sequer tem conhecimento para fazer esse tipo de julgamento. Nas redes sociais, várias eram as manifestações querendo corrida no molhado, comparando inclusive as diferentes épocas da F1, sendo que em algumas delas o brasileiro fazia até dança da chuva. O torcedor que ver espetáculo!

Pois bem, caberia à FIA conduzir o evento da forma mais segura possível para os protagonistas do show, entretanto não o fez. O resultado todos sabem: Jules Bianchi encontra-se internado em estado grave, mas estável, após sofrer um gravíssimo acidente.

Bianchi sendo socorrido.

Bianchi sendo socorrido.

Nota-se uma certa preocupação de alguns em tentar aliviar a imagem da federação. Em entrevista, o tricampeão Niki Lauda, por exemplo, pareceu até meio perdido em suas palavras, ao procurar o verdadeiro motivo do ocorrido:

Você não pode dizer que algo foi feito errado. A corrida foi iniciada do modo mais sensato e foi isso que eles fizeram. Mas eles deveriam ter começado mais cedo. Não há dúvida quanto a isso. Era previsível, deveríamos ter começado a corrida às 13:00h. Mas eu não tomo estas decisões. No fim, poderia ter sido melhor“.

Da mesma forma, Jenson Button, que está ameaçado de demissão da Mclaren, também amenizou para o lado da FIA:

Eu acho que a FIA fez um ótimo trabalho para controlar a situação. É muito difícil. Eles estão nos ouvindo o tempo todo. Nós queremos correr, mas queremos fazê-lo de maneira segura. Quando o spray não é muito, você já está quase pronto para colocar os pneus intermediários. Acredito que eles fizeram um ótimo trabalho em controlar a situação, pois não é fácil para eles.”

Como assim não é fácil, Jenson? Como dito acima, a maior parte dos torcedores não está pronto para realizar um julgamento sobre condições seguras de pista. Mas qual a dificuldade que a FIA tem em ordenar a entrada de um Safety Car quando um carro aquaplana anteriormente e há a necessidade de uso de tratores dentro do circuito? Trata-se de uma percepção geral!

A FIA não pode sequer alegar que foi puro azar. Essa é uma tragédia anunciada. Tome-se como exemplo o que aconteceu em Nurburgring em 2007. Naquela ocasião, ainda durante a primeira volta, chovia muito, quando vários carros aquaplanaram no mesmo trecho da pista. Era uma situação flagrante de bandeira vermelha. Quase sobra para o próprio “Safety Car”. Se Liuzzi estivesse um pouco mais rápido, teria sido ele vítima de um acidente muito parecido com o de Bianchi, pois os tratores já se movimentavam no circuito:

No caso do grande prêmio de Suzuka, não existe isso de antecipação de horário ou de tentar colocar a culpa nos organizadores. Não foram esses fatos que determinaram as razões do triste acidente. O dever de dar a última palavra é da FIA. É a entidade que deve se precaver e tomar todas as medidas necessárias para que os pilotos possam correr de forma segura, ainda que isso contrarie torcedores, organizadores e patrocinadores.

Óbvio que foi um acidente! Mas isso não significa que não haja responsáveis. E não adianta procurar outro: a FIA é a grande culpada pela tragédia do fim de semana. Ela simplesmente não tomou as devidas precauções. O momento em que Sutil aquaplanou foi um aviso de que a pista se encontrava mais perigosa do que o normal. Além de não ordenar a entrada do carro de segurança imediatamente, permitiu que tratores operassem dentro do circuito.

Inacreditável!

Talvez a frase que mais defina o sentimento de todos que acompanham a categoria seja a que a Jornalista Jennie Gow, da BBC, divulgou em seu twitter: “Às vezes o esporte que eu mais amo é o que eu mais odeio”.

Agora é torcer pela recuperação do jovem piloto.

#ForzaJules.

06/10/14.