Fernando Alonso

Bela e merecida homenagem feita a Fernando Alonso!

No último fim de semana, Fernando Alonso completou seu GP de número 250! Para quem ainda não viu, segue abaixo o vídeo feito pelos integrantes da F1, em homenagem ao espanhol!

Convenhamos, ainda que você não seja fã dele, a categoria fica muito mais interessante quando Alonso está na briga!

16/10/15.

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Caso Alonso: Não há interesse em divulgar a verdade.

Embora os testes de pré-temporada tenham acabado e inclusive um breve resumo acerca desse tema tenha sido publicado neste blog, um assunto tem causado bastante intriga: o acidente de Fernando Alonso! Tratado pela McLaren como algo banal, mas que foi capaz de tirar o espanhol da primeira etapa do campeonato.

Vamos ao assunto!

A falta de transparência na F1 não é novidade. Pelo contrário, talvez possamos classificá-la como regra. Não sou grande fã de teorias da conspiração, mas a forma como a FIA trata as polêmicas que acontecem na categoria acaba alimentando-as. É por esta razão que inúmeras teorias “infundadas” sempre são debatidas.

Vou dar um exemplo “caseiro”: não há quem tire da cabeça de meu querido pai que, em 2007, Lewis Hamilton não cometeu erro em Interlagos. Segundo ele, aquela saída da pista teria sido ordem da FIA, já que a McLaren tinha sido excluída do campeonato de construtores, como consequência do spygate. Garanto que há muitos fãs do inglês quem pensam da mesma forma.

Não é preciso voltar muito no tempo para que lembremos de outro caso: o acidente de Jules Bianchi. Disseram primeiro que as lesões foram causadas pela desaceleração, sem levar em conta que choque contra aquela grua tornou o impacto muito pior. Após, concluíram afirmando que a culpa teria sido do próprio piloto, pois andou mais rápido do que deveria naquelas condições… Enfim…

O mais recente exemplo de como as coisas na Fórmula 1 são nebulosas foi o acidente de Fernando Alonso. Nestes episódios, como geralmente acontece, além da FIA, a equipe envolvida costuma esquivar-se. Não foi diferente com a McLaren. Segundo os boletins médicos, Alonso foi diagnosticado com uma concussão, mas incrivelmente até isso Ron Dennis negou.

Não é a primeira vez que o bicampeão sofre um acidente grave. No GP do Brasil, em 2003, o espanhol chocou-se de forma violenta contra o muro e teve muita sorte de não ter sofrido maiores consequências. Apesar de não haver vídeo disponível do que aconteceu em Barcelona, presume-se, a partir dos danos no carro, que o do Brasil foi muito mais impactante:

Mal súbito, ventos fortes, descarga elétrica etc… Essas foram algumas das teorias levantadas no paddock, tudo isso por conta da falta de clareza e, por que não dizer, da falta de respeito aos fãs. Ninguém entende o que se passa, nem por qual motivo um assunto aparentemente simples não é tratado de forma aberta com o público.

Para completar o cenário, até a testemunha ocular, Sebastian Vettel, disse que Alonso estava relativamente lento e o acidente tinha sido estranho. Depois que Alonso teve que permanecer por três dias em um hospital, o alemão “esclareceu” sua fala e afirmou que estava muito distante para julgar o que tinha acontecido.

Apesar de não esclarecer totalmente o que deu causa ao acidente, foi disponibilizada uma simulação bem interessante de como ele pode ter acontecido. Caso ainda não tenha visto, segue o link abaixo:

Não há dúvida! Há um esforço muito grande para esconder a verdade dos fatos. Inclusive boa parte da imprensa mundial, principalmente a inglesa, que num primeiro momento pareceu intrigada com o acidente, rapidamente se deu por satisfeita com os boletins médicos…

Mas afinal, o que houve? Não tenho a mínima ideia! Especular não é o meu forte. Ainda aguardo uma nova versão oficial e convincente. Enquanto isso, só me resta desejar uma rápida recuperação ao espanhol.

Indubitavelmente, o início do campeonato não terá o mesmo brilho, goste você de Alonso ou não.

03/03/15.

Mercedes inicia ano mal, dentro e fora das pistas.

Antes de mais nada: Feliz 2015! Como notaram, o blog está um pouco parado. As férias da Fórmula 1 coincidiram com as minhas, razão pela qual a produção de posts diminuiu. Entretanto, diariamente leio as principais notícias da categoria e é sobre duas delas que pretendo tecer alguns comentários. Ambas ligadas diretamente à equipe Mercedes, que dominou a temporada de 2014 e tem tudo para continuar vencedora em 2015.

A primeira diz respeito à forma como a escuderia alemã está lidando com a renovação do contrato de Lewis Hamilton, que vai até o fim deste ano. Enquanto Nico Rosberg já renovou seu pacto – por “múltiplos anos” – em julho de 2014, o inglês e a Mercedes haviam decidido adiar as conversas para após o término do campeonato.

Ambos decidiram adiar as negociações após o incidente ocorrido em Spa, pois acreditava-se que Hamilton deixaria a equipe caso Rosberg terminasse o ano como campeão, o que não aconteceu. Apesar de Lewis ter assegurado o título, até o momento, um novo acordo ainda não foi firmado. Inclusive, o nome de Fernando Alonso foi novamente cogitado para guiar pela Mercedes em 2016. Eis as palavras de Toto Wolff:

Não há pressa, nós discutiremos isso durante o ano. Estou otimista, a prioridade é continuar com estes pilotos. Se não for possível, então Alonso representa a melhor alternativa, seguido de Bottas. Ele é um rival perigoso em qualquer carro. Se ele está ao volante de um carro que pode terminar em sexto, ele o levará ao terceiro lugar.”

Haverá tensão em 2015?

Haverá tensão em 2015?

As declarações do chefe de equipe da Mercedes soaram, no mínimo, antiéticas. Primeiro, Alonso acabou de assinar um contrato de três anos com a McLaren e já deu declarações afirmando que não haverá sucesso em curto prazo. Segundo, foi algo extremamente deselegante com Hamilton, que conquistou dez vitórias em 2014 e, consequentemente, o título.

Óbvio que os contratos podem ser rescindidos. Caso Hamilton não renove com a Mercedes, não é difícil imaginar um cenário em que haja uma troca de pilotos entre a equipe inglesa e a alemã, mas não é isso que se discute aqui. Toto Wolff quer ficar em situação mais vantajosa, o que é natural, porém a forma não está sendo a mais adequada, já que trata o inglês como um piloto descartável. É como se ele dissesse: estes são os termos da sua renovação, caso não aceite, tudo bem, Alonso assumirá seu lugar…

Agora o outro assunto. A equipe alemã tem um problema – talvez maior do que o abordado acima – para a temporada de 2015. Como todos já sabem, as fornecedoras de unidades motrizes (Ferrari, Renault e inclusive a Mercedes), com exceção da Honda, que retorna à categoria este ano e será a fornecedora da McLaren, poderão realizar modificações no decorrer do ano, o que não era permitido, devido à regra do “congelamento do motor”. A montadora japonesa ainda está tentando valer-se dos mesmos direitos das concorrentes.

Se em 2014 a vantagem da equipe alemã era tamanha, a ponto de não sofrer qualquer ameaça tanto no mundial de pilotos como no de construtores, especula-se que este ano a facilidade não se repetirá. Se a Ferrari terá de melhorar bastante em praticamente todas as áreas, este não é o caso da RBR. A escuderia austríaca concebeu ano passado um monoposto competitivo, porém o motor Renault não estava à altura. Ainda assim, Ricciardo conseguiu três vitórias. Vale lembrar que, embora boa parte do staff técnico esteja saindo para outros times, o carro desse ano ainda terá como responsável Adrian Newey.

Manterá o domínio em 2015?

A Mercedes manterá seu o domínio?

A Mercedes vê a Williams como principal rival, entretanto por ser uma equipe que recebe motores de outra (da própria Mercedes), acredita-se que ela não conseguirá explorar totalmente as unidades motrizes recebidas. Ron Dennis, por exemplo, afirmou abertamente que os dados necessários não foram inteiramente disponibilizados, embora Toto Wolff negue tal fato. Este, inclusive, foi um dos motivos que levaram ao rompimento entre a McLaren/Mercedes e proporcionou o retorno da antiga parceria McLaren/Honda, que fez história no fim da década de 80 e início de 90. Confira um trecho das declarações do dirigente da equipe de Woking:

Um motor moderno, neste momento, não é apenas pura força, é sobre como você colhe a energia, como você a armazena e se você não tem o controle deste processo – digo acesso ao código da fonte de informações – então não será capaz de estabilizar seu carro na entrada das curvas, etc e perderá muito tempo por volta. Portanto, mesmo que você tenha a mesma marca de motor, isso não significa que terá a habilidade para otimizá-lo… Tivemos uma grande parceria com a Mercedes, mas pretendemos ser bem sucedidos com a Honda.”

Ano passado a Mercedes permitiu que seus pilotos brigassem abertamente pelo título, mas isso não deverá se repetir caso as outras equipes tornem-se um perigo real e ponham em risco sua hegemonia. Em 2014, Toto Wolff e cia não demonstraram ter muita habilidade para contornar os problemas internos, como abordado em post anterior (http://wp.me/p4f3dZ-9j) e o título só não escapou, pois não havia concorrência.

Havendo a mínima ameaça, a escuderia alemã adotará com mais frequência as famosas “ordens de equipe” e terá de optar por um de seus pilotos, como sempre ocorreu na Fórmula 1, embora alguns tenham dificuldade de enxergar a realidade que se apresenta bem diante de seus olhos.

10/01/15.

Por que você odeia Fernando Alonso?

Dentre os pilotos do grid atual, sem dúvida, o nome que mais causa indignação aos brasileiros é o de Fernando Alonso. Para quem não é simpatizante do espanhol, as razões são inúmeras. Falam de sua personalidade, caráter e outras características. Quem o crítica, parece ter convivido com o bicampeão por longo período…

Mas até onde estas razões condizem com a realidade?

Antes de analisar o sentimento do brasileiro em relação a Alonso, vale a pena voltar um pouco no tempo para recordar um sentimento parecido que havia em relação a Michael Schumacher. O alemão, último “rival” de Senna, despertava algo bem semelhante e não são poucos que não admiram o heptacampeão pura e simplesmente por este motivo.

Ainda que haja outros até mais justificáveis, ao exemplo das colisões que envolveram Hill e Villeneuve nas temporadas de 94 e 97, respectivamente e as controvérsias existentes na época em que Rubens Barrichello foi seu companheiro, Michael dominou a F1 por cinco anos consecutivos (2000-2004), o que não contribuiu para a sua popularidade neste país.

Eis que, em 2005, aparece um jovem talento capaz de disputar com Schumacher. A essa altura, muitos queriam que qualquer um fosse campeão, desde que a hegemonia germânica chegasse ao fim. Neste ano, Alonso disputou o título diretamente com Raikkonen, mas não sem travar duelos memoráveis com o alemão em algumas corridas (http://tinyurl.com/ltqrea7). Já em 2006, a Ferrari voltou a produzir um monoposto competitivo e então os dois foram os protagonistas desta temporada.

Domínio de Schumacher chega ao fim.

Domínio de Schumacher chega ao fim.

Volte um pouco no tempo, reflita: nas temporadas de 2005 e 2006, você, que hoje repudia Alonso, não chegou a vibrar com a vitória do espanhol? Em caso positivo, o que o fez mudar de opinião?

Embora 2006 tenha sido marcado pela disputa de Alonso e Schumacher, surgia, mais uma vez, a esperança de ver um brasileiro campeão da categoria: Felipe Massa estreava na equipe de Maranello. Apesar de ter sido contratado para exercer o mesmo papel de seu antecessor (2º piloto), Felipe fez uma boa temporada, com direito a sete pódios (dentre eles duas vitórias) e três poles positions. De fato, foi um começo capaz de dar esperança a seus torcedores, principalmente pelo fato de Schumacher ter anunciado sua aposentadoria ao final daquele ano.

É em 2007 que a simpatia pelo espanhol começa a diminuir.

Para o lugar de Schumacher, a Ferrari trouxe Kimi Raikkonen. Apesar da contratação do finlandês, a torcida fechou os olhos para a filosofia da equipe italiana, que historicamente contrata um piloto para disputar o mundial individual e outro para somar pontos para o campeonato de construtores. Em todo o mundo, sabia-se que a Felipe Massa havia sido relegado o papel de coadjuvante. Apesar disso, até o grande prêmio da Itália, salvo melhor juízo, o brasileiro tentou se manter vivo na disputa e acabou terminando o campeonato em um honroso 4º lugar.

Nesta temporada, Alonso e Massa duelaram em algumas ocasiões, sendo que as que mais chamaram a atenção do público foram a disputa na largada do GP de Barcelona e principalmente o “diálogo” que os dois tiveram após o grande prêmio da Europa ocorrido em Nurburgring. Alonso acusou o brasileiro de ter sido desleal ao tocar-lhe quando estava sendo ultrapassado e a discussão foi acalorada:

Imediatamente a isso, algo que nada contribuiu para que Alonso fosse tido como carismático – o que ele não faz questão – foi o episódio do GP da Hungria, ocasião em que estacionou o carro na frente de Hamilton, para que este não realizasse sua volta rápida, pois o inglês havia anteriormente desobedecido à equipe, atrapalhando a estratégia do espanhol.

Já em 2008, Alonso foi o grande favorecido do Cingapuragate, embora nunca tenha admitido sua participação. Naquele Grande Prêmio, por um erro no pit-stop, a mangueira do reabastecimento ficou grudada no carro de Felipe Massa, que liderava a corrida e tinha tudo para vencê-la, mas terminou apenas em 13º, deixando de somar pontos que poderiam assegurar-lhe o título.

Por fim, o período de quatro temporadas, compreendido entre 2010 e 2013, em que Alonso e Massa foram companheiros de equipe, com destaque para a etapa de Hockenheim, marcada pelo Fernando is faster than you!. Nada pior para o torcedor brasileiro do que reviver as memórias da era Schumacher/Barrichello.

Vale ressaltar ainda a ligação que muitos brasileiros têm pela equipe McLaren, relembrando que a primeira passagem do espanhol por lá não deixou boas recordações. Os episódios elencados são tidos como os principais e certamente influenciam na sua pouca simpatia pelo asturiano. Recorde o acontecido na Hungria em 2007 no vídeo abaixo (após, veja qual foi a opinião de Barrichello acerca do ocorrido neste link http://tinyurl.com/qalvwew).

Conseguiu identificar o motivo – quiçá o conjunto – que o fez não gostar do espanhol?

Dentre eles, creio que o principal tenha sido o fato de Alonso ter acabado com qualquer chance de Massa ter tido algum sucesso na F1, apesar de não ter concorrido diretamente com ele na temporada em que o brasileiro teve sua grande oportunidade.

Particularmente, não compartilho da ideia de que o incidente em Cingapura foi a razão pela qual Massa perdeu o título, até porque o pit-stop seria realizado de uma forma ou de outra e a Ferrari estreava naquela corrida o novo sistema que substituía o antigo “pirulito”.

O grande “problema” foi Felipe ter ficado em segundo plano após a chegada do espanhol na Ferrari…

Mas até onde o carisma é importante? Apesar de alguns não o suportarem, Alonso vem sendo considerado o melhor do grid há algum tempo, mesmo não conquistando um campeonato desde 2006, inclusive foi eleito em 2008, 2010 e 2012 como o melhor do ano pelos chefes de equipe. Esse ano, por exemplo, apesar de não ter vencido uma única corrida, perdeu a eleição apenas para Lewis Hamilton, ficando à frente, portanto, de Rosberg, Ricciardo, Bottas, pilotos que fizeram uma grande temporada…

Após deixar a Mclaren no fim de 2007, ter amargado dois anos na Renault, o bicampeão juntou-se à equipe mais tradicional da categoria, permanecendo lá por cinco anos como o piloto mais bem pago. Acha pouco? Depois de tudo que houve em 2007, volta à equipe de Woking com o mesmo status de melhor piloto, inclusive com o maior salário da história da F1.

Importante ressaltar que aqueles que trabalharam diretamente com Alonso – e que, em tese, poderiam até não ter motivos para falar bem do espanhol – o colocam no mais alto nível. Nelsinho Piquet, Montezemolo, Rob Smedley e o próprio Felipe Massa já afirmaram que o espanhol é um piloto mais completo do que Michael Schumacher, sendo que os três últimos tiveram oportunidade de trabalhar com ambos.

Ninguém é obrigado a torcer por Alonso, entretanto deixar de reconhecer seu talento e capacidade de extrair tudo e mais pouco dos péssimos carros que tem pilotado só irá depor contra você, pois não é uma atitude muito inteligente, já que o espanhol mostra, ano após ano dentro das pistas, que você está errado.

Ele é altamente competitivo, péssimo perdedor, diga-se… Mas quem quer ao seu lado alguém que fique satisfeito com a derrota? Caso não se lembre, havia outro piloto que queria vencer a todo custo… O nome dele? Ayrton Senna, referência do espanhol. Há mais semelhanças entre Senna e Alonso do que você imagina.

Como um amigo costumava dizer: se Alonso fosse brasileiro, seria unanimidade.

13/12/14.

Sebastian Vettel segue os passos de Schumacher.

Depois da notícia bombástica da saída de Fernando Alonso da Ferrari, outra parece ter chocado ainda mais quem acompanha a Fórmula 1: Sebastian Vettel será o seu substituto. A notícia pegou a todos de surpresa, já que o mais cotado para ocupar o lugar do espanhol era o jovem Jules Bianchi, o que até faria mais sentido, pois a equipe de Maranello ainda ficaria com Raikkonen. Outros nomes foram ventilados, como os de Hulkenberg e Grosjean.

Analisando-se o cenário atual, a decisão da Ferrari faz todo sentido. A equipe italiana passa por uma reformulação drástica. Já deixaram a equipe Stefano Domenicali, Luca Marmorini e até o poderoso Luca Di Montezemolo. A morte de Emilio Botin, ex-presidente do Banco Santander, não foi uma perda direta, mas causou forte impacto.

A equipe quer voltar a ganhar, mas parece saber que a curto prazo isso não será possível. Alonso já tem 33 anos e muita pressa. Portanto, Vettel, com 27 anos e já quatro títulos, parece ser a melhor aposta.

Repetirá o sucesso?

Repetirá o sucesso?

Em um passado não tão distante outro alemão deixou de assinar com a McLaren e aceitou o desafio de tentar trazer de volta a Ferrari aos dias de glória, depois de conquistar seu bicampeonato pela Benetton. Na época, as regras eram distintas das atuais, pois era permitido treinar, modificar o motor etc. Mesmo assim, em sua quinta temporada pela equipe, Michael Schumacher teve sucesso em sua empreitada e o resultado todos sabem.

Agora a história se repete. Após ganhar quatro títulos com a Red Bull, Vettel aceita o desafio de correr pela Ferrari. E o momento é bem mais oportuno do que aquele vivido pelo heptacampeão. Já se fala em alteração nas regras de congelamento do motor. Some-se isso, ironicamente, às mudanças solicitadas pelo próprio Alonso, como as contratações dos competentes James Allison e Dirk de Beer.

#KeepFightingMichael

#KeepFightingMichael

Comenta-se que a Mercedes ainda conseguirá manter a superioridade para a temporada de 2015, mas que a partir de 2016 a Ferrari e, provavelmente, a McLaren-Honda poderão desafiar a equipe alemã em condições de igualdade. A essa altura, Vettel já estará familiarizado com o novo ambiente que ocupará. Portanto, o acerto da sua ida já no próximo ano é essencial para sua adaptação e desenvolvimento do novo projeto da Ferrari.

Mesmo encontrando um cenário menos caótico do que aquele da época de Schumacher, a tarefa de Vettel continua árdua. O jovem alemão não faz uma boa temporada e está sendo ofuscado por Ricciardo, a ponto de seu talento ser questionado no paddock. Aceitar o desafio de correr pela Ferrari foi algo corajoso de sua parte e, de certa forma, inteligente, já que um dos grandes responsáveis pelo sucesso da RBR, se não o maior, Adrian Newey, está praticamente de saída da categoria.

Só resta aguardar as cenas dos próximos capítulos. 2015 é logo ali.

04/10/14.

GP de Cingapura: corrida vital para as pretensões de Hamilton.

A classificação do Grande Prêmio de Cingapura foi a mais emocionante da temporada até então. Apesar de a hierarquia habitual ter se mantido no fim, ainda não tinha havido um Q3 tão imprevisível. A Mercedes recebeu ameaça direta da Red Bull, Williams e Ferrari, porém assegurou a primeira fila com Hamilton na pole position, mas apenas a sete milésimos de Rosberg.

Sem dúvida, largar em primeiro, em um circuito travado como o de Cingapura, significa grande vantagem. Mesmo cometendo um erro em sua volta lançada, Hamilton cravou o primeiro lugar do grid. Entretanto, das seis etapas que lá ocorreram, o inglês coleciona algumas más memórias.

Se nas duas primeiras corridas disputadas em Cingapura (2008 e 2009), o inglês conseguiu ótimos resultados – um segundo lugar e uma vitória, respectivamente – no ano de 2010, temporada em que já poderia ter se tornado bicampeão, envolveu-se em um incidente com MarK Webber e abandonou a corrida. Naquela ocasião, o australiano que corria pela RBR ainda completou o pódio. Relembre:

Já em 2011, conseguiu um modesto 5º lugar, mas não sem antes se envolver em outra colisão, dessa vez com Felipe Massa. Após a corrida, o brasileiro foi tirar satisfações quando Hamilton dava entrevista, em uma cena até certo ponto hilária (caso não se recorde, basta ver o vídeo abaixo, que inclui outros incidentes). Na temporada seguinte, novo abandono, mas nesta ocasião por problemas no câmbio. Por fim, em 2013, novamente a 5ª posição.

É certo que ao conseguir a pole, Hamilton deu um grande passo para a conquista de sua segunda vitória em Cingapura, mas o primeiro lugar do grid pode não vir a ser um fator tão determinante. As variáveis para esta corrida são muitas. Os rivais mostraram-se mais próximos do que nunca e a possibilidade de haver Safety Car é altíssima. Some-se ainda o fator da estratégia, que deverá exercer um papel de suma importância. Ingredientes para um corrida emocionante. Pelo menos, é o que se espera.

Além de Rosberg, Hamilton terá de lidar com Ricciardo, Vettel, os dois pilotos da Williams e Fernando Alonso, que não esconde o desejo de chegar ao pódio, mesmo largando na quinta posição:

Normalmente, perdemos terreno na classificação. Mas isso não aconteceu hoje, permanecemos competitivos também nela, a dois décimos da pole position, o que é meio que uma grande surpresa para nós. Estou muito contente e espero que amanhã tenhamos oportunidade de correr com os líderes, algo que não fizemos muito este ano… Temos de cruzar a linha de chegada. Se fizermos isso, acho que o pódio é possível, pois temos ritmo e provavelmente uma boa degradação de pneu.”

Atualmente, a vantagem do líder Rosberg é de 22 pontos. Depois desta corrida, ainda restarão mais cinco etapas, lembrando que em Abu Dhabi, última a ser disputada, a pontuação será dobrada para o vencedor. Todavia, um resultado ruim de Hamilton neste grande prêmio pode colocar o alemão com uma mão na taça.

Óbvio que tudo pode acontecer, inclusive a retomada da liderança por parte do inglês, até porque Hamilton guia o melhor carro do grid e está em ótima forma. Ocorre que, ao levar-se em conta as últimas corridas, o cenário não lhe é muito favorável, ainda mais com a possibilidade de disputas acirradas, onde o mínimo erro pode levar ao muro.

Trata-se de uma etapa que é sempre acompanhada de grandes surpresas. O Cingapuragate que o diga.

20/09/14.

Dança das cadeiras ainda depende de Fernando Alonso.

Como em toda temporada, à medida em que o Grande Prêmio de Monza se aproxima, as especulações tomam conta do paddock. Já não é segredo que a McLaren quer a todo custo ter como piloto Fernando Alonso. Caso não consiga contar com o espanhol, a equipe britânica tentará contratar Sebastian Vettel. Ambos têm compromissos com suas equipes, sendo que o primeiro tem contrato até 2016 e o segundo até o fim da próxima temporada.

Alonso é tido, por imensa maioria, como o melhor piloto do grid e sua capacidade é inquestionável. Mesmo não sendo aquele de sua preferência, Ron Dennis cedeu às exigências da Honda de tentar tê-lo novamente na McLaren. Algo que chama atenção é o fato de Lewis Hamilton, “cria” de Dennis e motivo pelo qual Alonso deixou a equipe de Woking no fim de 2007, após aquela conturbada temporada, não estar entre os preferidos (é apenas a terceira opção), pois seu contrato com a Mercedes também vai até o fim do próximo ano.

A Honda definitivamente prefere o espanhol. Vale mencionar que o bicampeão é admirador da cultura oriental, frequentemente parafraseia frases relacionadas a Samurais, tendo inclusive tatuado um em suas costas. Claro que isso não é um fator determinante, mas sem dúvida agrada aos japoneses.

Outra especulação que ganha força é a de que há cláusula contratual de performance, que libera o espanhol antes do seu termo final, portanto sem o pagamento de multa rescisória. Há muitas teorias, mas as que mais fazem sentido são em relação à posição da equipe no mundial de construtores ou à diferença para o primeiro colocado no de pilotos, quiçá ambas. De toda forma, toda e qualquer mudança nas grandes equipes depende principalmente da decisão que o espanhol tomar.

Considera-se um Samurai?!

Considera-se um Samurai?!

Entretanto, a probabilidade de mudanças drásticas na composição das escuderias deve ficar apenas para 2016. Seria inclusive um tempo razoável para que o piloto da Ferrari pudesse refletir se valeria a pena deixar a escuderia que, apesar de não lhe ter proporcionado um carro à altura nos últimos anos, enfim parece ter visualizado seus principais pontos fracos, notadamente diante das importantes mudanças de ordem técnica que a equipe vem fazendo, a exemplo da chegada de James Alisson, Dirk de Beer e Marco Mattiacci.

Em entrevista ao Skysports, Alonso declarou que, hoje, não pretende deixar a Ferrari, ficou lisonjeado pelo interesse das outras equipes, mas que deseja ser campeão pela escuderia de Maranello:

Não é minha intenção, no momento, sair, eu quero vencer aqui e terminar o trabalho que começamos há alguns anos. Tem havido muita conversa desde o último verão, mas da minha boca nunca saiu nenhum interesse de deixar a Ferrari ou alguma palavra dizendo que eu me juntaria a outra equipe. Houve muita especulação, o que não perturba, mas criou um pouco de tensão e estresse. Você ainda fica feliz e orgulhoso quando as grandes equipes têm interesse em você.”

Da mesma forma, Sebastian Vettel, que tem sofrido para se adaptar ao carro deste ano, enquanto seu companheiro já venceu três vezes, ainda terá um monoposto desenhado por Adrian Newey em 2015, o que não mais acontecerá a partir de 2016, já que o projetista desempenhará outro papel junto a RBR, longe da F1, cujos detalhes ainda não foram revelados.

A decisão do espanhol atinge diretamente também Jenson Button. Caso o espanhol tivesse aceitado o convite já para temporada do ano que vem, o inglês, de 34 anos, seria o mais cotado para deixar a equipe, tendo inclusive afirmado que existe a possibilidade de se aposentar ao fim deste campeonato. Mas, pelos motivos elencados acima, Button e Magnussen devem ter seus lugares assegurados pelo menos até o fim de 2015.

Há que se observar também a situação dos pilotos da Mercedes, líder absoluta na atual temporada. Não obstante as mudanças principais estarem reservadas para o ano de 2016, se o clima no fim do ano não for dos melhores e principalmente caso Hamilton saia perdedor da disputa, ganha peso a possibilidade de o inglês deixar a equipe.

Lewis encontra-se numa situação parecida com aquela vivenciada por Alonso em 2007, inclusive o desfecho pode ser o mesmo. Naquele ano, o espanhol deixou a McLaren e retornou a Renault, que já não era mais aquela equipe vitoriosa de outrora. A questão é saber onde haveria vaga para o inglês.

Mudanças significativas?

Mudanças significativas?

Uma possibilidade real, seria a ida do inglês para a Williams, enquanto o jovem promissor Valtteri Bottas assumiria seu lugar na Mercedes, conforme debatido com o amigo Andoni Campos no twitter. A Williams já demonstrou interesse em renovar o contrato do finlandês, mas ainda não o fez, enquanto Lewis e sua equipe adiaram as negociações.

Em tal hipótese, Hamilton assinaria contrato de um ano com a nova equipe e esperaria pelas decisões de Alonso e Vettel para só então poder pensar nas equipes que regularmente vêm disputando título nas temporadas passadas. Isso se permanecer na Williams não fosse um bom negócio, já que a equipe voltou a conseguir bons resultados na temporada atual.

Voltando à situação de Alonso. Além do interesse da McLaren, sua atual equipe já fez proposta de renovação até 2019. Resta saber se a equipe inglesa esperará mais uma temporada pela decisão do espanhol. Se o interesse da Honda for tão grande o quanto se comenta, provavelmente aproveitarão o próximo ano para continuar tentando persuadir o espanhol a deixar a Ferrari.

A saída do bicampeão para a McLaren não significa certeza de sucesso, já que há todo um projeto a ser desenvolvido pela nova parceria com a Honda. Por outro lado, é a primeira vez que James Alisson e Dirk de Beer, contratados a seu pedido, serão os responsáveis pela concepção do próximo carro da escuderia italiana.

O espanhol terá de tomar uma difícil decisão. Talvez a maior de sua carreira, já que sua opção será onde provavelmente se aposentará. Mas isso deve ficar apenas para o ano que vem.

02/09/14.

“Uma temporada dura até aqui”, admite Sebastian Vettel.

A temporada atual tem sido para Sebastian Vettel o pior ano de sua carreira. O alemão de 27 anos, cuja trajetória é marcada pela precocidade, estreou como piloto titular na categoria principal do automobilismo em julho de 2007 pela equipe STR e em 2008 conseguiu sua primeira vitória.

Já pilotando pela RBR em 2009, fez com que Jenson Button, campeão desta temporada, tivesse uma segunda metade de campeonato bem acirrada, apesar da superioridade da Brawn GP. Na temporada seguinte Vettel sagrou-se campeão, repetindo o feito nos três anos seguintes.

Tido como o sucessor de ninguém menos que Michael Schumacher, inclusive apontado por muitos especialistas como futuro recordista de títulos mundiais, justamente devido ao seu rápido sucesso, Vettel tem deixado a desejar na atual temporada e, durante a gravação de uma entrevista realizada pela BBC ONE, ele não escondeu seu desapontamento:

Tem sido um início difícil, uma temporada dura até aqui. F1 pode ser fantástica, como eu vivenciei, mas também pode ser muito cruel quando se tem problemas. Você depende do seu carro. Faz parte do jogo.

Atualmente, o tetracampeão encontra-se na sexta colocação. Pior que isso, está atrás de Valtteri Bottas, Fernando Alonso e de seu novo companheiro, Daniel Ricciardo. Este último, que inclusive conseguiu sua primeira vitória na categoria no grande prêmio do Canadá, é o melhor parâmetro para avaliar seu desempenho.

Primeira vitória em 2008.

Primeira vitória em 2008.

Por conta das alterações no regulamento para a atual temporada, a RBR ficou impossibilitada de utilizar o exhaust blown diffuser – difusor soprado – cujos gases eram aproveitados para dar maior pressão aerodinâmica e, consequentemente, mais estabilidade ao carro, casando-se perfeitamente com o estilo de guiar do jovem alemão.

Sem o uso dos gases do difusor soprado, Vettel ainda não conseguiu se adaptar às mudanças deste ano, ao contrário do que tem mostrado Ricciardo. O desempenho do australiano tem sido uma grande, se não a maior, surpresa da temporada, pois está atrás apenas dos pilotos da dominante Mercedes e soma 28 pontos a mais que o tetracampeão.

Não obstante os resultados abaixo do esperado, Sebastian se mantém otimista para a segunda metade do campeonato e afirma que, enquanto tiver chances matemáticas, tentará a vitória. O alemão ainda disse que, apesar de não correr para chegar em terceiro ou quinto lugar, deve ficar feliz, desde que seja o máximo que se possa fazer, porém o objetivo é sempre ganhar corridas e lutar pelo mundial:

Se as coisas mudarem a partir deste fim de semana em diante, seria estúpido se não aproveitasse a oportunidade. Então você tem que estar otimista. Entretanto, sendo realista, a distância é muito grande. A Mercedes está numa posição de vencer todas as corridas, caso ela queira, portanto será difícil derrotá-la.

Tetra em 2013.

Tetra em 2013.

A temporada de 2014 chega a sua metade e a possibilidade de proibição da suspensão interligada pode tornar o campeonato mais emocionante, pois outras equipes podem ameaçar o domínio da Mercedes. Contudo, mesmo que o sistema FRIC seja banido, acredita-se que não haverá uma alteração substancial da atual hierarquia.

Todavia, será uma oportunidade para Sebastian Vettel provar que pode ser competitivo, mesmo sem estar guiando o melhor carro do grid, pois o projetista Adrian Newey sempre teve papel relevante em suas quatro conquistas.

Se vencer o quinto título consecutivo parece ser um sonho distante, o alemão tetracampeão tem a obrigação de, no mínimo, andar na frente do seu companheiro de equipe.

17/07/14.

Pole no sábado ou pódio no domingo?!

De forma inédita neste ano, a primeira fila do grid não foi ocupada por um piloto da Mercedes. A hegemonia da equipe alemã foi quebrada pelo brasileiro Felipe Massa e a segunda posição foi ocupada por seu companheiro Valtteri Bottas. Já Rosberg largou em terceiro, enquanto Hamilton ocupou apenas a nona posição, o que dava a entender que a corrida seria das melhores. Todavia a esperança de repetição de uma disputa emocionante, como ocorreu no Bahrein ou no Canadá, não se concretizou.

Logo na largada, Lewis Hamilton pulou de novo para quinto e não teve dificuldade para ultrapassar Fernando Alonso, que ocupava a quarta posição. Depois das paradas nos boxes, a ordem natural das forças nessa temporada voltou a se estabelecer com Rosberg e seu companheiro nas primeiras colocações. Em seguida, vinham os dois pilotos da Williams, só que com Valtteri Bottas já à frente de Felipe Massa.

Após a conquista da pole position no GP da Áustria, havia grande expectativa quanto ao desempenho do brasileiro na corrida. Os carros da Williams, que também andam com motor Mercedes, estavam mais rápidos do que os da equipe alemã por conta das retas do circuito austríaco, característica que favorece a escuderia de Frank Williams.

Rosberg celebra vitória.

Rosberg celebra vitória.

A corrida foi vencida por Nico Rosberg, seguido por Hamilton e Bottas. Aquele que ocupou o primeiro lugar do grid ficou de fora da festa do pódio e mais uma vez se viu dando explicações perante a imprensa, deixando novamente seus torcedores um tanto quanto frustrados, pois ao menos um terceiro lugar era esperado.

Aos poucos, a Williams vem se firmando como o segundo melhor carro do grid. Caso mantenha as boas atuações, logo ultrapassará a Ferrari e poderá tomar o lugar da Red Bull no mundial de construtores, circunstâncias essas que fazem a expectativa em torno de Felipe Massa crescer. Depois do bom resultado de sábado, o brasileiro recebeu elogios do seu antigo companheiro de equipe Fernando Alonso:

“Eu sempre disse que Felipe era muito, muito rápido. Muitos não acreditaram em mim. Mas ainda acho que ele foi o companheiro mais rápido que tive. Definitivamente, Felipe teve muitas dificuldades nos últimos quatro anos, pois sabíamos que não éramos super competitivos. Agora que ele tem um carro muito rápido, aproveitou e eu o parabenizo e estou feliz por ele, depois dos momentos difíceis que tivemos juntos.”

Alonso parabeniza Massa pela pole.

Alonso parabeniza Massa pela pole.

Como já mencionado, Felipe Massa não conseguiu segurar a ponta, o que já era de se esperar, mas também não permaneceu entre os três primeiros. Seu companheiro fez melhor corrida e o desapontamento pelo erro cometido na classificação deu lugar à alegria do seu primeiro pódio na carreira:

“Acredito que, de uma forma geral, foi o meu melhor fim de semana. Estou muito, muito feliz. É difícil expressar com palavras. Isso é devido ao trabalho duro. Estamos fazendo progresso, nos aproximando das posições que devemos ficar. Obrigado à equipe por me dar este carro. A corrida foi exatamente como precisávamos, limpa, boa. Estou muito feliz”.

As palavras de Bottas remetem a uma entrevista dada por ele, ano passado, a um canal do site Youtube, o Pole Position. Nela, vários pilotos foram questionados, em uma espécie de “toma lá, dá cá”, se prefeririam a pole no sábado ou um pódio no domingo. Como a maioria, respondeu que preferia o pódio, mas fez questão de frisar que a pole position não somava pontos. A rápida entrevista pode ser vista neste link: https://www.youtube.com/watch?v=TamHuVlgYbU&index=15&list=PL6Dv3cCtp8oEJpQdxs1_gyJzcZL028vro.

Bottas celebra seu primeiro pódio.

Bottas celebra seu primeiro pódio.

O quarto lugar de Massa traz de volta as lembranças das limitações que ele apresentou na temporada de 2007. Naquele ano, Felipe Massa dividia a escuderia com Kimi Raikkonen. Apesar de sempre ir bem nas classificações, o brasileiro não conseguia manter um ritmo de corrida capaz de acompanhar seu companheiro e os rivais Alonso e Hamilton, que guiavam pela McLaren.

Depois da oitava etapa do campeonato, Massa encontra-se 25 pontos atrás de Valtteri Bottas, uma vantagem considerável, equivalente a uma vitória, sem que o concorrente some qualquer ponto.

Já está na hora de Felipe prolongar a alegria de seus torcedores. Bater seu companheiro ao fim da temporada será uma grande vitória. Afinal, a briga interna deve ser sempre a primeira a ser vencida.

E você? Prefere pole position no sábado ou pódio no domingo?

22/06/14.

Newey diz que não sai da Red Bull e Alonso se mostra insatisfeito com clima na Ferrari.

Após apresentar resultados de pouca expressão no GP da Espanha, o antigo rumor de que a Ferrari contrataria Adrian Newey voltou a ser ventilado no paddock. Além do real interesse da escuderia italiana, quando questionado, o projetista foi vago em suas respostas, dando margem às especulações:

Eu não sei. Eu preciso pensar sobre isso. Estamos no meio da temporada e ainda estou me adaptando a ela. Alguma hora eu terei de pensar no futuro, mas no momento meu foco é ficar à frente do carro prateado (Mercedes)”

Uma das principais mudanças no time de Maranello foi a do cargo de chefe de equipe. Stefano Domenicali deu lugar a Marco Mattiaci e Montezemolo prometeu mais alterações. Ocorre que, em Monaco, Newey mudou o tom do discurso e afirmou que está comprometido com a Red Bull por tempo indeterminado, descartando uma possível mudança de ares.

Newey de saída?

Newey de saída?

Sebastian Vettel também não acredita na saída do britânico, entretanto não pareceu muito confiante em sua resposta, mostrando certo desconforto diante da imprensa, dizendo, ainda, que o sucesso da Red Bull nas últimas temporadas se deve a toda equipe:

“Vocês precisam entender que Adrian é uma das pessoas-chave na equipe, mas há também aqueles que estão trabalhando muito, então nem sempre é justo dar crédito apenas a um homem. Tenho certeza que ele vai lhe dizer isso, quando fizer o mesmo tipo de pergunta… O quanto é verdade (saída da Red Bull) talvez descobriremos ou não. Isso não me interessa muito no momento”

Indubitavelmente, a chegada de Adrian Newey acalmaria os ânimos da escuderia italiana, pois os últimos comentários do bicampeão Fernando Alonso mostraram que o ambiente interno da Ferrari não é dos melhores. O asturiano deu a entender que não tem recebido o devido apoio dos “amigos”, apesar de ter seu trabalho reconhecido por quem não tem tanta proximidade, a exemplo de Dieter Zetsche, presidente da Mercedes:

“Alonso é provavelmente o melhor piloto do grid. Fernando sempre provou isso e em carros não competitivos.”

O bicampeão também foi enaltecido pelo chefe da equipe alemã, Toto Wolff, ao afirmar que o espanhol é um “monstro” nas corridas. Mesmo estando satisfeito com os comentários feitos pela cúpula da Mercedes, Alonso acha estranho não receber o mesmo suporte de quem mais se espera:

“É sempre bem-vindo quando as pessoas vêem seu trabalho de uma boa forma e respeita aquilo que você tenta conquistar. Às vezes é estranho ver bons comentários e elogios de pessoas de fora e o oposto daqueles que deveriam estar ao seu lado. É motivador ver bons comentários e engraçado ouvir o contrário de seus amigos mais próximos.”

Alonso e Montezemolo. Ânimos acirrados?

Alonso e Montezemolo. Ânimos acirrados?

Ao saber das declarações, Luca di Montezemolo apressou-se e emitiu um comunicado oficial em apoio ao seu primeiro piloto:

“Fernando é o melhor piloto do mundo, que sempre dá duzentos por cento nas corridas. Ele sabe o quanto confio nele, mesmo longe das pistas, em termos de contribuição e pelo impulso que ele dá à equipe. É incrível como alguns, tidos como experts, não entendem isso e estão sempre procurando situações polêmicas que simplesmente não existem.”

O italiano lembrou que possui outro piloto incrível, Kimi Raikkonen, e espera que Mattiaci promova as mudanças necessárias, tando organizacionais, como de ordem técnica, o mais rápido possível.

A suposta chegada de Adrian Newey à Ferrari não seria sinônimo de sucesso imediato para o espanhol. Além de ter de se adequar à nova equipe, como bem mencionado por Vettel, o sucesso da RBR deve-se, também, aos comandados pelo projetista britânico.

A reestruturação da Ferrari, embora tardia, promete, ainda que de médio a longo prazo, render frutos. Para quem não se recorda, o heptacampeão Michael Schumacher chegou à equipe de Maranello em 1996, mas logrou seu primeiro título apenas em 2000, portanto em sua quinta temporada pela Ferrari. E, naquela ocasião, faziam parte da equipe, por exemplo, ninguém menos que Jean Todt e Ross Brawn. Esse último, constantemente, relacionado a um possível retorno.

A competência de Alonso é inquestionável. Mesmo sem contar com o melhor carro do grid, nas temporadas de 2010 e 2012, levou a disputa do título para a última corrida. Seu contrato com a Ferrari vai até 2016, porém há quem afirme a existência de cláusula que possibilita o rompimento do vínculo, caso a equipe não lhe forneça um carro capaz de lutar pelo campeonato.

Se a permanência na Ferrari não dá ao espanhol certeza de sucesso, a sua saída menos ainda. Fernando Alonso está prestes a completar 33 anos. A idade já começa a ser um fator determinante na tomada de suas decisões.

24/05/14.