Kvyat: Da apreensão à esperança.

Fala, pessoal!

Já faz algum tempo que não escrevo nada para o blog, apesar de estar ativo nas redes sociais, principalmente no twitter. Praticamente dois meses sem posts, é um recorde do qual não me orgulho. Por motivos pessoais, não pude me dedicar o quanto queria a este espaço. A última vez foi após o GP da Hungria. De lá pra cá já se passaram três corridas: Bélgica, Itália e Singapura. Mas convenhamos, não foram das mais animadoras…

Em Spa, o que mais chamou atenção foi a estratégia equivocada da Ferrari ao permitir Vettel andar bem mais do que o recomendado e a postura de ambos (piloto e equipe) em relação à Pirelli. Por sua vez, no lendário circuito de Monza o que mais trouxe “emoção” foi a forma incompetente como os comissários trataram o problema da alteração pressão dos pneus de Hamilton. Para o bem da F1, a vitória foi mantida. Não que eu seja a favor do não cumprimento das regras, mas por conta da forma como a investigação foi conduzida. Uma vitória da Ferrari em Monza no “tapetão” também não cairia bem. Por último, em Marina Bay nem a presença certa do Safety Car foi capaz de agitar a corrida. Foi o GP de Cingapura mais sem emoção – assim como o GP de Monza – desde sua estreia em 2008.

Parece-me que, por conta das alterações que os carros sofreram este ano, voltamos ao velho problema de turbulência e desgaste excessivo dos pneus, quando há perseguições de perto. Se a vantagem não for muito grande, os pilotos têm abdicado de tentar ultrapassar para poupar o equipamento e não comprometer a estratégia. Resultado? As corridas voltaram a ser “procissões”. Algo parecido com o que acontecia em 2010, porém este ano o artificialismo do DRS não tem sido suficiente.

Outro assunto que merecia ter sido discutido foi a inexplicável falta de performance da Mercedes em Singapura. Inexplicável, pois este foi simplesmente o tom do time alemão. Não raro as equipes subestimam a inteligência de seus fãs. Logo na Fórmula 1, categoria na qual a precisão de dados é algo que fascina, nenhuma explicação foi dada. Logo após a contestada vitória de Hamilton em Monza, a Mercedes estranhamente apresentou um rendimento que não seria capaz de proporcionar sequer um pódio. Parece utopia querer transparência…

Kvyat erra e capota.

Kvyat erra e capota durante o treino.

Agora é chegada a vez de Suzuka, palco de inúmeras “finais” de temporada. Provavelmente a pista que mais presenciou decisões de títulos. Hoje, porém, é a 14ª etapa de um campeonato com 19 corridas, por isso vai ser difícil ver o GP do Japão voltar a ser uma etapa decisiva, como um dia já foi. Embora seja um circuito travado, tenho esperança de que (pelo menos em parte, principalmente no início) tenhamos uma corrida animada.

Como viram, quando o Q3 estava se encerrando, Kvyat sofreu um forte acidente. Por sorte, saiu ileso. Mesmo ele falando no rádio, fiquei apreensivo até o momento em que levantou-se e saiu andando como se nada tivesse acontecido. As últimas lembranças de Suzuka não são das melhores…

O acidente acabou provocando uma bandeira vermelha a qual impediu uma segunda tentativa de volta rápida, impossibilitando Lewis Hamilton de conseguir sua 12ª pole position na temporada. Nico Rosberg largará na ponta. Além disso, nas terceira e quarta filas teremos pilotos da Williams e Ferrari de forma alternada. Some-se ainda os fatos do arrojado Max Verstappen ter sofrido uma punição de três posições por ter estacionado em loca perigoso durante o Q1 e Kvyat largar do pit-lane, pois seu carro trocou de chassi. Na teoria, ingredientes para um grande prêmio bem movimentado.

Enfim, que Suzuka nos proporcione as velhas e boas corridas…

26/09/15.

Anúncios

2 comentários

  1. Como ninguém comentou sobre o post, eu gostaria de comentar sobre um fato do GP,ok?

    O que salvou o chato GP de Suzuka, pra mim, foi o rádio do nosso intrépido Alonso.
    No melhor estilo Kimi, ALO não aguentou e soltou o verbo.Motor de GP2. Vergonha.
    Eu sempre brinco com isso, de botar as ART pra correr e descer com as Macas…

    Brincadeiras a parte, eu realmente gostaria que toda essa diretoria deixasse seus cargos ao fim do ano, e que levasse com ela seu motor de Civic nacional para bem longe. Só deveriam ficar os pilotos, e a força de trabalho(esses estão à altura do team).

    Eu, como torcedor, estou indignado. Mas no mundo de hoje, indignar-se é ser coxinha, o torcedor que só apoia quando o time ganha. No melhor estilo “Don’t crack under preassure”, a visão reinante é de que os torcedores deveriam estar sob controle, e pondo as coisas em perspectiva.

    Nem com Johnny Walker na mente eu conseguiria aceitar minha gigante sendo humilhada um ano inteiro!!!

    Como a diretoria não se posiciona, não se mexe, então fora Diretoria!!! Fora Honda!!!

    Pinta de papaya, bota um bimmer na barata, que ela vai andar.

    Grande abraço

    PS. ALO, tô contigo, irmão!

  2. Attila, não peça permissão para nada. A casa é sua!

    Quanto à indignação, não vejo assim. É seu direito e está mais que certo. Por outro lado, gostei muito da corrida. Como mencionei no post, Monza e Singapura foram procissões. Essa foi muito movimentada. Não houve disputa pela vitória, é verdade. Mas quantas vezes isso aconteceu nesta temporada?

    Sobre a postura de Alonso, McLaren e outras coisas mais, tentarei fazer um post até o fim de semana. Aguardo sua presença!!!

    Abraço!!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s