Newey diz que não sai da Red Bull e Alonso se mostra insatisfeito com clima na Ferrari.

Após apresentar resultados de pouca expressão no GP da Espanha, o antigo rumor de que a Ferrari contrataria Adrian Newey voltou a ser ventilado no paddock. Além do real interesse da escuderia italiana, quando questionado, o projetista foi vago em suas respostas, dando margem às especulações:

Eu não sei. Eu preciso pensar sobre isso. Estamos no meio da temporada e ainda estou me adaptando a ela. Alguma hora eu terei de pensar no futuro, mas no momento meu foco é ficar à frente do carro prateado (Mercedes)”

Uma das principais mudanças no time de Maranello foi a do cargo de chefe de equipe. Stefano Domenicali deu lugar a Marco Mattiaci e Montezemolo prometeu mais alterações. Ocorre que, em Monaco, Newey mudou o tom do discurso e afirmou que está comprometido com a Red Bull por tempo indeterminado, descartando uma possível mudança de ares.

Newey de saída?

Newey de saída?

Sebastian Vettel também não acredita na saída do britânico, entretanto não pareceu muito confiante em sua resposta, mostrando certo desconforto diante da imprensa, dizendo, ainda, que o sucesso da Red Bull nas últimas temporadas se deve a toda equipe:

“Vocês precisam entender que Adrian é uma das pessoas-chave na equipe, mas há também aqueles que estão trabalhando muito, então nem sempre é justo dar crédito apenas a um homem. Tenho certeza que ele vai lhe dizer isso, quando fizer o mesmo tipo de pergunta… O quanto é verdade (saída da Red Bull) talvez descobriremos ou não. Isso não me interessa muito no momento”

Indubitavelmente, a chegada de Adrian Newey acalmaria os ânimos da escuderia italiana, pois os últimos comentários do bicampeão Fernando Alonso mostraram que o ambiente interno da Ferrari não é dos melhores. O asturiano deu a entender que não tem recebido o devido apoio dos “amigos”, apesar de ter seu trabalho reconhecido por quem não tem tanta proximidade, a exemplo de Dieter Zetsche, presidente da Mercedes:

“Alonso é provavelmente o melhor piloto do grid. Fernando sempre provou isso e em carros não competitivos.”

O bicampeão também foi enaltecido pelo chefe da equipe alemã, Toto Wolff, ao afirmar que o espanhol é um “monstro” nas corridas. Mesmo estando satisfeito com os comentários feitos pela cúpula da Mercedes, Alonso acha estranho não receber o mesmo suporte de quem mais se espera:

“É sempre bem-vindo quando as pessoas vêem seu trabalho de uma boa forma e respeita aquilo que você tenta conquistar. Às vezes é estranho ver bons comentários e elogios de pessoas de fora e o oposto daqueles que deveriam estar ao seu lado. É motivador ver bons comentários e engraçado ouvir o contrário de seus amigos mais próximos.”

Alonso e Montezemolo. Ânimos acirrados?

Alonso e Montezemolo. Ânimos acirrados?

Ao saber das declarações, Luca di Montezemolo apressou-se e emitiu um comunicado oficial em apoio ao seu primeiro piloto:

“Fernando é o melhor piloto do mundo, que sempre dá duzentos por cento nas corridas. Ele sabe o quanto confio nele, mesmo longe das pistas, em termos de contribuição e pelo impulso que ele dá à equipe. É incrível como alguns, tidos como experts, não entendem isso e estão sempre procurando situações polêmicas que simplesmente não existem.”

O italiano lembrou que possui outro piloto incrível, Kimi Raikkonen, e espera que Mattiaci promova as mudanças necessárias, tando organizacionais, como de ordem técnica, o mais rápido possível.

A suposta chegada de Adrian Newey à Ferrari não seria sinônimo de sucesso imediato para o espanhol. Além de ter de se adequar à nova equipe, como bem mencionado por Vettel, o sucesso da RBR deve-se, também, aos comandados pelo projetista britânico.

A reestruturação da Ferrari, embora tardia, promete, ainda que de médio a longo prazo, render frutos. Para quem não se recorda, o heptacampeão Michael Schumacher chegou à equipe de Maranello em 1996, mas logrou seu primeiro título apenas em 2000, portanto em sua quinta temporada pela Ferrari. E, naquela ocasião, faziam parte da equipe, por exemplo, ninguém menos que Jean Todt e Ross Brawn. Esse último, constantemente, relacionado a um possível retorno.

A competência de Alonso é inquestionável. Mesmo sem contar com o melhor carro do grid, nas temporadas de 2010 e 2012, levou a disputa do título para a última corrida. Seu contrato com a Ferrari vai até 2016, porém há quem afirme a existência de cláusula que possibilita o rompimento do vínculo, caso a equipe não lhe forneça um carro capaz de lutar pelo campeonato.

Se a permanência na Ferrari não dá ao espanhol certeza de sucesso, a sua saída menos ainda. Fernando Alonso está prestes a completar 33 anos. A idade já começa a ser um fator determinante na tomada de suas decisões.

24/05/14.

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