Performance da Ferrari é inaceitável.

Fernando Alonso terminou o GP da Austrália em quarto lugar, a 35s do vencedor Nico Rosberg, enquanto que seu companheiro de equipe chegou num modesto sétimo lugar, 57s atrás do alemão.

Se formos considerar a posição em si, um quarto lugar não é das piores colocações, ainda mais quando se trata da primeira etapa do mundial. Porém, quando se leva em conta as circunstâncias em que a corrida se desenvolveu, a equipe de Maranello tem sim com o que se preocupar.

Ambos pilotos ferraristas herdaram uma posição, após a desclassificação de Daniel Ricciardo, e sofreram bastante durante a corrida. Logo na largada, Alonso perdeu posições, sofreu pressão de Bottas, que só não ultrapassou o espanhol por ter cometido um erro bobo – algo incomum entre os frios finlandeses – foi atacado por Jenson Button e, apesar de se mostrar mais veloz que Hulkenberg, foi incapaz de ultrapassar o piloto da Force India nas retas de Albert Park.

Já Kimi Raikkonen fez uma corrida discreta e parece sofrer mais que seu companheiro, em relação à falta de competitividade, mostrada até então, pelo F14T.

Porém a performance demonstrada na primeira etapa do campeonato foi considerada inaceitável. E o tom crítico não veio das “arquibancadas”. A cobrança é interna e parte de ninguém menos que do próprio diretor técnico e chefe de design James Alisson, que participou da vitoriosa era Schumacher, e volta nessa temporada à equipe italiana a pedido de Fernando Alonso, com quem também trabalhou na conquista de seus dois títulos mundiais pela Renault.

O diretor técnico se mostrou satisfeito com a confiabilidade do carro, mas admitiu que terão um trabalho árduo para competir em iguais condições com a Mercedes. Eis o que afirmou Alisson:

“Há muitas coisas no F14t que estão funcionando muito bem. As largadas e o ritmo nas curvas – especialmente nas de alta velocidade – são pontos particularmente fortes. Mas temos que trabalhar mais na estabilidade das freadas e na velocidade de reta “

Vai uma carona?!

Vai uma carona?!

Kimi Raikkonen, que sofreu com o comportamento do carro ao entrar nas curvas, afirmou que a Ferrari precisa encontrar algo mais em todas as partes do carro e no motor. Já Alonso, apesar de estar relativamente contente com o quarto lugar, não estava nem um pouco satisfeito com a distância para Rosberg ao fim da corrida.

Apesar das deficiências encontradas na primeira etapa, Allison afirma que a introdução do novo regulamento significaria mais espaço para desenvolvimento:

“Todas as temporadas recentes na F1 têm se caracterizado pela batalha feroz no desenvolvimento, de março a abril. Com as novas regras este ano, as oportunidades para melhorar o carro são imensas e podemos esperar que a corrida do desenvolvimento seja bem mais intensa do que o normal.”

Ao chegar, James Alisson afirmou que a equipe teria condições de voltar à sua época áurea, mas, talvez por saber da pressão que o espera, tratou de deixar claro  que uma só temporada não seria suficiente para por em prática suas ideias. Ele está ciente de que a Ferrari, seus torcedores e principalmente Fernando Alonso têm pressa.

Veremos qual será o comportamento do F14t no GP da Malásia, neste domingo, que muito provavelmente já terá inovações.

E você? Acredita na reação da Ferrari? Aproveite e deixe seu voto! 

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