Rush – no limite da emoção passa em branco no Globo de Ouro.

O filme Rush, no limite da emoção concorreu em duas categorias na última edição do Globo de Ouro realizado dia 12 de Janeiro. Recebeu as indicações de melhor filme – Drama e melhor ator coadjuvante – Daniel Bruhl. Entretanto não foi premiado em nenhuma delas. Injustiça? Não posso dizer, já que não assisti aos demais filmes. Só posso afirmar que Bruhl atuou de forma impecável e que Rush não pode deixar de ser visto e prenderá sua atenção.

Para quem não sabe, o filme retrata a temporada de 1976 da fórmula 1 e a rivalidade dos pilotos James Hunt (McLaren) e Niki Lauda (Ferrari). Se acha que, por não apreciar Fórmula 1, não gostará de vê-lo, engana-se. A obra vai muito além da disputa nas pistas e entra na vida pessoal dos pilotos que, apesar das personalidades opostas – Hunt, irresponsável; Lauda, metódico – brigam pelo título até a última corrida.

Ao ver o filme percebe-se o quanto a categoria evoluiu no quesito segurança. Era uma época em que invariavelmente sempre havia acidentes fatais. Quem acompanha a F1 de hoje se deslumbra com os pilotos da atualidade, que são ótimos, acredito, inclusive, que essa geração é privilegiada pela quantidade de super talentos. Todavia a máquina hoje tem um papel muito mais importante do que naquela época.

O que me chamou atenção no filme? O fato dos pilotos daquele tempo não serem devidamente reconhecidos. No Brasil, por exemplo, temos Emerson Fittipaldi (Bicampeão) e Nelson Piquet (Tricampeão), porém só Senna é exaltado. E tenho plena convicção que eles deveriam ser mais prestigiados e suas trajetórias são dignas de filmes tão bons quanto Rush.

É difícil comparar pilotos de gerações diferentes. Quando se pergunta qual é o maior piloto de todos os tempos, geralmente dois nomes encabeçam a lista: Senna e Michael Schumacher. Particularmente, depois de analisar alguns fatos, acredito que Senna tenha sido superior ao alemão, não pela nacionalidade, mesmo porque, até pouco tempo, minha opinião era outra e será mais aprofundada em breve, noutro post.

Bem colocado é o pensamento de Piquet ao dizer que um piloto foi o melhor de sua época. Mas é possível afirmar que o tricampeão austríaco foi um gênio das pistas e nada deixa a desejar aos atuais grandes pilotos, sendo que em um ranking da história da categoria estaria na frente de alguns bons nomes da atualidade. Duvida? Veja o filme e terá uma noção.

O sucesso de Niki Lauda é inspirador e a receita é simples: Disciplina.

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2 comentários

  1. O talento é fascinante, porém a disciplina é realmente algo fantástico. Superar os demais pela dedição e treinamento deve ser algo extremamente recompensante.

    1. Não tenha dúvida, João Gabriel. Porém também não faltava talento a Niki. Que seria tetra campeão facilmente, caso não tivesse ocorrido certos eventos em 1976. O título parou na mão do talentoso Hunt, que foi campeão apenas uma vez. Lauda foi Tri.

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